Notícia 20:51 - 11 de abril de 2019

A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo, feita pela Associação Paulista de Supermercados (PCS/APAS), apresentou, em março, 34% de otimismo geral com a situação econômica do setor, um resultado 9 pontos percentuais menor que os 43% obtidos no mês anterior. O pessimismo se manteve estável, enquanto aqueles que se dizem neutros subiu de 36% para 45%.

Quando observado apenas o cenário futuro, o resultado da pesquisa é ainda pior. O otimismo do setor para os próximos meses de 2019 saiu de 54% em fevereiro (o maior patamar desde 2016), para 40% em março. Já a percepção atual de otimismo também caiu, mas de uma forma mais contida, saindo de 33% para 27%.

“A queda de 14 p.p. no otimismo com o futuro é considerado até certo ponto natural devido as incertezas que pairam sobre o governo e a economia que não demonstra recuperação do emprego. Além disso, o mês de janeiro teve vendas neutras no setor supermercadista paulista”, explicou o economista da APAS, Thiago Berka.

Fonte: APAS

Na análise entre os pilares de confiança, um dos que mais tiveram queda foi a satisfação com o governo federal, que saiu de 55% em fevereiro para 38% em março. Com a queda do otimismo, subiu o pessimismo com o governo do Brasil, que saltou para 31% - um número 21 p.p. maior que no mês anterior.

Cenário parecido se observa com o governo estadual, a percepção de satisfação caiu para 38% em março, ante os 40% do mês passado, igualando o governo federal. Outros 38% do setor supermercadista paulista se mostraram pessimistas com o governo estadual, um número 18 p.p. maior que o registrado em fevereiro.

Um dos pontos que trazia o grande otimismo do empresariado também registrou queda. A intenção de contratar no futuro caiu 27 p.p. e saiu de 50% em fevereiro para 23% em março. Apesar desta queda, o setor não tem previsão de demissão, já que 77% dos supermercadistas querem apenas manter o quadro de funcionários.

Em relação as taxas de juros, a expectativa de maiores quedas ficou em apenas 23% do setor e de manutenção da inflação para 54% dos empresários. É curiosamente o contrário do que o Banco Central demonstra em seu último relatório que prevê alguma queda até o final do ano.

“Isto é explicável pelo fato de que os empresários estão enxergando constantes aumentos dos produtos in natura, como batata, cebola, feijão e legumes e verduras de pequeno porte que acabam exigindo muita negociação e adaptação neste importante faturamento que é este segmento para as lojas”, avaliou Berka.

Fonte: APAS

Resultado das vendas de Carnaval

O setor reportou, nas vendas gerais, 3% de crescimento no Carnaval de 2019 em relação à mesma data de 2018. As cervejas tiveram alta de 1,2% nas vendas enquanto que as carnes tiveram 4,4% de aumento na comparação do mesmo período.

“As cervejas cresceram menos em vendas pelos preços estáveis em relação ao ano passado enquanto as carnes possuíam preços um pouco mais altos”, finalizou o economista da APAS.