Notícia 16:01 - 15 de maio de 2019

A economia brasileira recuou 0,68% no primeiro trimestre de 2019, de acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (15/05). Trata-se de um resultado antecipando o Produto Interno Bruto (PIB), que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) no próximo dia 30/5.

A retração entre janeiro e março deste ano foi apurada em relação ao quarto trimestre de 2018, após ajuste sazonal – uma “compensação” utilizada para comparar períodos diferentes de um ano. Se confirmada, será a primeira registrada desde o quarto trimestre de 2016, quando a economia decresceu em 0,6%.

Contudo, em relação ao mesmo período do ano passado, o IBC-Br indicou alta de 0,23% neste trimestre. Na comparação entre março deste ano e do ano passado, houve expansão de 1,05%.

O que é o IBC-BR?

O indicador do Banco Central se utiliza de estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Porém, nem sempre reflete de fato os dados oficiais do PIB. Além disso, é uma das ferramentas analisadas para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. O crescimento ou a desaceleração da economia influencia a inflação, que o Banco Central tenta controlar por meio da taxa Selic.

De acordo com Paulo Guedes

O Banco Central já havia alertado que “indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o PIB tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre”, nesta terça-feira (14/05) por meio da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nesse mesmo dia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a economia do país está no “fundo do poço” e, segundo ele, cabe ao Congresso tirar o Brasil dessa situação, com a aprovação de reformas propostas pelo governo.

"Então, não adianta achar que nós vamos crescer por fora, que vamos crescer 3%. Não é a nossa realidade. A nossa realidade é o seguinte: estamos lá no fundo. Agora, está nas mãos da Casa [Congresso Nacional] nos tirar do fundo do poço, com esse equacionamento fiscal [com a aprovação da reforma da Previdência, entre outras medidas]", acrescentou ele.

Expectativa do Mercado

Conforme já publicado pela SuperVarejo (aqui), o mercado prevê expansão de 1,45% na economia este ano. O ministro também indicou que vai revisar de 2,2% para 1,5% a previsão oficial do governo para o aumento do PIB em 2019. Com um crescimento menor, a equipe alertou que será necessário um novo bloqueio no orçamento deste ano.