Notícia 16:54 - 14 de maio de 2019

O setor de serviços no Brasil recuou 0,7% em março - em relação a fevereiro -, e 2,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o pior resultado para o mês desde 2017, quando o recuo foi de 3,2%. 

Sendo assim, o terceiro trimestre encerrou com recuo de 0,6% sobre os três meses anteriores, depois de ganhos de 0,6% e 1%, respectivamente, nos quarto e terceiro trimestres de 2018. Na comparação com março de 2018, houve queda de 2,3%, a mais forte desde maio de 2018 (-3,8%). Valores muito superiores às expectativas em pesquisa da Reuters, que previam recuo de 0,1% na comparação mensal e 0,8% na base anual.

Este setor (ou terciário) engloba atividades de serviços e comércio de produtos; incluindo, por exemplo, restaurantes, hospitais, serviços de consultoria, corretagem de imóveis, serviços públicos, entre outros.

"Por trás disso tudo tem uma economia lenta, com deterioração nas expectativas de empresários e com projeções cada vez menores para o crescimento do PIB", afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

"O poder público está sem fôlego para investir e o setor privado não está compensando e preenchendo essa lacuna. A nova aposta para uma abertura de portas aos investimentos e para a atividade econômica é a aprovação da reforma da Previdência, mas quem garante que isso vai realmente acontecer?", completou.