Artigo 19:40 - 08 de maio de 2019

Das grandes filas nos checkouts às lojas sem caixas, nas quais o pagamento é feito por cartão, após o cliente finalizar a compra e deixar o estabelecimento. Da definição artesanal de precificação à utilização de analytics, para garantir o preço ótimo que maximiza o volume e a margem. Não há dúvida: o varejo está inserido na onda de transformação digital atual.

Tal mudança representa uma oportunidade de ascender o patamar de resultado das organizações por meio do aumento da eficiência operacional em toda a cadeia de valor. Essa oportunidade vem acompanhada de questões que precisam ser levadas em consideração para uma transformação bem-sucedida.

Confira, abaixo, cinco dessas menções.

 

Alinhamento com a estratégia

Comumente, observa-se a atuação por silos. Ou seja, departamentos que trabalham, isoladamente, em iniciativas que julgam benéficas para as organizações. Autonomia é algo essencial no ambiente digital, todavia, é importante que as iniciativas digitais tenham como guia as diretrizes contidas no plano estratégico dessa entidade.

 

Apoio genuíno

Não é suficiente que as iniciativas estejam suportadas apenas pelo plano estratégico. A alta administração deve ser a patrocinadora do processo de transformação digital. Sem esse patrocínio genuíno, a probabilidade de insucesso das iniciativas digitais, por parte de gerências intermediárias, é grande.

 

Clareza no problema a ser resolvido

Um novo ERP (Enterprise Resource Planning), um software de Analytics ou um self-checkout. A quais problemas essas iniciativas se dedicam a resolver? Aumento do fluxo, aumento do NPS (Net Promoter Score), maximização da margem? Antes de definir quais iniciativas serão implementadas, identifique quais são as falhas prioritárias existentes. Do contrário, os resultados gerados podem não ser satisfatórios, ao analisar o volume de recursos consumidos.

 

Mensuração rápida, correção mais rápida ainda 

É fundamental a definição de indicadores para a mensuração do desempenho das iniciativas que serão executadas. Essa jornada transformacional deve ser contínua e muitas falhas ocorrerão. O importante é ter mensurações rápidas para que ocorram correções de rumo sempre que necessário.

 

O cliente no centro sempre

Independentemente da iniciativa implementada, uma pergunta é essencial: qual o impacto na jornada do cliente? Muitas vezes, são priorizadas iniciativas que não consideram tal questão, fato que pode levar ao mesmo insucesso mencionado anteriormente: consumo relevante de recursos sem geração de resultados significativos.

 

Constata-se, então, que a transformação digital vai muito além da escolha de tecnologias.

A partir daí, o alinhamento de toda a organização, uma liderança forte e uma gestão da cultura são fatores críticos de sucesso.

 

 
 
 
Luís Fernando Costa: 
É consultor da Falconi. Especialista em Finanças pela FGV e graduado em Administração pelo CEFET-MG. Atua em diversos segmentos, com predominância no Varejo Alimentar