Notícia 16:13 - 10 de junho de 2021

O primeiro quadrimeste do ano foi um período que, apesar de ter passado por adversidades como a necessidade de reforçar protocolos de segurança, impactos causados pelo auxílio emergencial e o início de diversas restrições do setor  como a que aconteceu em Ribeirão Preto —, apresentou dados interessantes para o mercado varejista. 2020 não se iniciou com pandemia, que é um privilégio do qual o ano de 2021 não usufruiu, e ainda assim, saldos positivos foram apresentados em comparação ao mesmo período do ano passado. 

Nesta quinta-feira (dia 10), a ABRAS realizou um evento online às 10:00, no qual divulgaram os dados do Índice Nacional do Consumo nos Lares Brasileiros. O evento que analisa os destaques do primeiro quadrimestre do ano mostra que abril foi um mês que terminou com saldo positivo por conta da aceleração das vacinações, cerca de 20.000 postos de trabalhos gerados no setor e pelo resultado de 1,2% do PIB no primeiro trimestre.

Dentre os produtos que estiveram em alta no primeiro quadrimestre do ano, estão os ovos, as carnes bovinas e o feijão. Já em queda, estão a soja, o arroz e o leite longa vida, que, em contrapartida, apresentaram as maiores altas se considerando o tempo entre o mesmo período do ano passado.

Além disso, a ABRAS aponta que o desempenho do caixas de autosserviço cresceu em 4.06% no mês, o que se deve também a modalidade híbrida de trabalho, já que o número de pessoas fora de casa vem se tornando lentamente maior.

Durante o evento, a ABRAS também abordou uma projeção atualmente prevista de 4.5% no setor para o ano, apesar de comentarem que uma revisão das vendas será realizada em junho para confirmação.

Outra pesquisa que traz dados complementares desse período é a Nielsen. Dados recentes informam que o atacarejo foi o setor que mais teve expansão nas vendas em comparação aos hiper e supermercados (grandes ou pequenos) de abril de 2020 a abril de 2021, apresentando crescimento de 19.9% nas vendas totais, contra 1.1% e 8.6% respectivamente.

A Nielsen revela também que esse movimento ganhou força ao longo da pandemia devido o preço dos produtos e ao fato dos clientes desejarem estocar mercadorias, já que, muitas vezes o atacado sai mais barato que o varejo e há uma incerteza sobre o futuro.


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