Notícia 17:02 - 15 de janeiro de 2020

O ano ainda não acabou, mas já é possível concluir que, para os supermercados, os resultados de 2019 serão os melhores do período recente. De acordo com o Índice Nacional de Vendas, calculado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o setor deve registrar o melhor desempenho desde 2014.

Ainda que a retomada econômica seja muito lenta, gradualmente, o setor está se ajustando e deve ter um 2020 ainda melhor. O diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, revela que há expectativa de avanço para o próximo ano, acompanhando a evolução da economia brasileira.

Os analistas de mercado projetam que o Produto Interno Bruto (PIB) será de 0,99%, em 2019, e de 2,20%, em 2020, conforme o último relatório do Boletim Focus de novembro, emitido pelo Banco Central. “Acredito que devemos crescer acima de 2%, mas ainda será um ano de muitos riscos”, pondera Oliveira, citando que eventos políticos podem comprometer os resultados projetados. “O mundo inteiro está crescendo menos”, comenta.

Inevitavelmente, o varejo sente o impacto desse movimento. Ainda assim, os supermercados ganham destaque em relação a outros segmentos, porque trabalham com itens de consumo de primeira necessidade.

“É fato que avançamos com a Reforma da Previdência, e isso fortalece a tendência de que o ano que vem seja melhor”, pontua Oliveira. Na medida em que o país cresce mais, o desemprego e o nível de endividados para de piorar.

Entre desafios e oportunidades

O professor de Economia e Finanças da Faculdade FIAP, Marcos Crivelaro, aponta que três tendências certamente estarão presentes em 2020. A primeira delas é a “persistência do baixo crescimento da economia, mantendo a necessidade de o varejo se programar com promoções em datas de grande venda, como Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Black Friday”.

A redução da taxa de juros, que chegou ao seu menor percentual histórico em 2019, vai favorecer o “aumento do consumo via crediário e com maior número de parcelas fixas”, acrescenta. Crivelaro prevê, ainda, que haverá incremento nas vendas de mercadorias com menor valor monetário, “evitando produtos oriundos dos EUA e Europa e privilegiando itens do sudeste asiático”.

O impacto positivo deve vir de fatores como “diminuição do desemprego, aumento das vendas com pagamento parcelado, crescimento do volume de vendas de equipamentos eletrônicos e de telefonia celular, queda do preço de produtos alimentícios de origem nacional, aumento do tu - rismo nacional devido à desvalorização do real e ao grande número de feriados com emenda”.

Diante desse cenário, o consumidor tende a privi - legiar produtos nacionais de qualidade. “É uma inte - ressante oportunidade para investir em segmentos de consumo que estão em crescimento: alimenta - ção saudável, vegana e orgânica”, orienta Crivelaro. A venda de produtos para o lar, com pequeno valor monetário, também estará em alta.

O professor recomenda que o início do ano é um ex - celente período para aproveitar a volta às aulas e “in - vestir em promoções e licenciamento de marketing com grandes marcas (Disney, Marvel etc.)”.

Depois de anos controlando as finanças, Crive - laro avalia que já é hora de o setor voltar a investir e a expandir suas frentes de atuação. O varejo deve apostar no “aumento da presença física, inaugu - rando novas unidades, e ampliar o impulsiona - mento digital, para melhorar a fixação da mar - ca pelo cliente, facilitando, assim, a fidelização”.

Outro ponto que merece enfoque é a criação de cartões de crédito com marca própria. Além disso, a criação de campanhas promocionais, como as de juntar pontos para troca por brindes e participação em sorteios, pode ajudar a impulsionar as vendas.

No planejamento estratégico, Crivelaro suge - re foco na venda de produtos com maior margem de lucro, nas parcerias comerciais, na ampliação da base de clientes presenciais e virtuais. Esse olhar é motivado pelas tendências que devem vir do merca - do consumidor. “A compra de produtos pela internet tenderá a crescer (principalmente com a redução do custo do frete)”, sinaliza.

“Devido à grande porcentagem da população que trabalha na informalidade, ocorrerá o aumento da alimentação em casa (via compra em supermerca - dos)”, salienta.

Outra perspectiva é o crescimento da adesão de ser - viços de assinatura, a exemplo do que ocorre com pro - gramas de streaming, como Netflix e Spotify.

PERSPECTIVAS PARA 2020

Executivos da indústria e do varejo projetam mais oportunidades e investimentos para o próximo ano

"Como otimista que sou, sempre acreditei no Brasil e, principalmente, no povo brasileiro e seus mais de 200 milhões de consumidores. Olho para o futuro com muita positividade, em um país que retoma suas oportunidades. A perspectiva da Tramontina é crescer 18% no próximo ano, porque acreditamos na retomada da economia brasileira, principalmente na construção civil e na infraestrutura, que o país necessita muito.

Em nossos processos, buscaremos a melhoria contínua e crescente atualização tecnológica do parque industrial. Isso nos permite o preparo para a retomada. Para isso, um plano de investimento em inovação, tecnologia e automação está em vigor. Além disso, permaneceremos com a estratégia principal de entregar, por meio de produtos, tudo o que é prometido ao consumidor.”

CLOVIS TRAMONTINA, presidente do Conselho de Administração da Tramontina

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"No nosso segmento, 2019 foi um ano próspero, com um crescimento acima do esperado graças às parcerias que temos com nossos clientes. A perspectiva para o próximo ano é continuar crescendo além das expectativas. Unindo a melhora da economia com a nova planta industrial da MMFoods, que conta com equipamento de última geração, continuaremos fechando bons negócios em 2020.”

MARCELO ALVES, sócio-administrador da MMFoods

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"Este foi um ano de estabilidade para o setor supermercadista e de crescimento significativo para o atacarejo. Para 2020, projetamos um desempenho econômico semelhante ao ocorrido em 2019. O próximo ano será de grandes investimentos nas lojas e acredito que haverá uma tendência de modernização nos layouts, principalmente nos setores de frios, FLV e padarias.”

JOSÉ ANTONIO PAULATTI, presidente das empresas Fast Ariam Equipamentos Ltda. e Eletrofrio Refrigeração Ltda.

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"O ano de 2019 tem sido um ano de recuperação da nossa economia e, pela primeira vez no período recente, nos permite ter a expectativa de retomada do crescimento do país. Medidas corajosas e necessárias têm sido adotadas por nosso novo governo, que mesmo no curto prazo já surtem efeitos positivos. Nossa empresa está celebrando 45 anos de história e, apesar de tantas mudanças no mercado e na economia, isso só foi possível graças à nossa adaptação a algumas circunstâncias e ao constante investimento em inovação.

Continuaremos a reinvestir em nossa empresa, na revitalização e na inauguração de novas lojas, além de apostar em estratégias que melhorem a experiência de compra dos nossos consumidores. Nossa expectativa é a de continuar a ser o principal abastecedor de milhões de famílias, gerando impostos, emprego e renda para a população, sempre apostando no crescimento sustentável do Condor.”

PEDRO JOANIR ZONTA, presidente do Condor Super Center

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"Focando em nosso segmento, de acordo com institutos de pesquisa, a cesta de limpeza cresce 3,5% em volume, tendo a maioria das categorias crescendo em vendas, porém, timidamente. Para a Candura, este ano foi um ano forte, com um crescimento de 25% e ganho de market share no Estado de São Paulo. A expectativa para o país em 2020 é positiva. Acreditamos em um crescimento do PIB perto de 2% e em uma melhora no ambiente de negócios, o que pode gerar aumento de empregos e renda. Para o próximo ano, pretendemos trabalhar de forma mais agressiva e estratégica no PDV, fortalecendo e consolidando nosso mix de produtos.”

CAROLINA ZANOTTA, diretora geral da Candura

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"Teremos neste ano um crescimento superior a 28% em vendas realizadas com nossos meios de pagamento. Acreditamos em um cenário mais favorável em 2020, com a aprovação das reformas, a começar pela previdência. A economia deve voltar a crescer, gerar empregos e as pessoas conseguirão pagar suas dívidas e voltar ao mercado. Particularmente nossa empresa deve realmente aproveitar o bom crescimento na carteira de clientes ocorrido neste ano em vendas recorrentes que virão no próximo.”

WERTHER LUIZ LICONTI, diretor comercial da Senff

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"Os investimentos que a rede Savegnago de Supermercados faz em suas lojas e em termos de expansão e melhorias só são realizados porque acreditamos no país e na melhora da geração de emprego e renda. Nosso crescimento é planejado e pautado na solidez da rede. Em 2019, com a abertura de novas lojas, geramos mais de 800 novas vagas de trabalho e, assim, a rede fecha o ano com 8.700 colaboradores. Tudo isso nos garantirá um crescimento de 8,3% no faturamento em relação ao ano passado, alcançando R$ 3,4 bilhões.

Para o próximo ano, nossas expectativas são positivas, visto que, no final de 2018, anunciamos nosso plano de expansão para o biênio seguinte (2019/2020), com um investimento total de R$ 300 milhões em reformas, ampliações e a abertura de dez novas lojas. Dessas, quatro já estão em operação e as outras seis restantes serão inauguradas até o final de 2020, o que nos permitirá alcançar a marca de dez mil colaboradores. Estamos cada vez mais bem preparados, com lojas e equipamentos de última geração. O que queremos é seguir como a rede forte do interior.”

SEBASTIÃO EDSON SAVEGNAGO (CHALIM), presidente executivo da Rede Savegnago de Supermercados

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"O desempenho da economia continua lento, mas está no caminho certo, evoluindo. Estamos otimistas. Para o próximo ano, nossas perspectivas são muito boas. Com a geração de mais empregos, teremos uma melhora no consumo. Isso sustenta nossos planos de investimento para 2020. Pretendemos investir em torno de R$ 200 milhões, priorizando a Grande São Paulo e interior do Estado de São Paulo.”

CLEBER GOMEZ, diretor presidente do Grupo Zaragoza, detentor das bandeiras Spani Atacadista e Villarreal Supermercados

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"Acreditamos nas perspectivas positivas para o ano que vem, com base nos dados mais recentes da economia. Em relação ao terceiro trimestre de 2018, o PIB já subiu 1,2%. E um dos fatores de crescimento foi justamente o consumo das famílias, com alta de 0,8% no terceiro trimestre, acelerando de uma expansão de 0,2% no período anterior. Com a oferta mais normalizada e um mercado local mais aquecido, esperamos que 2020 seja de expansão para a indústria. Esse cenário positivo abre possibilidade de trabalharmos um mix de maior valor agregado. Os hábitos de consumo e de vida dos consumidores se renovam a cada dia. A forma como acessam informações sobre o produto, seja pelo rótulo ou redes sociais, por exemplo, nos mostra que querem saber a origem dos alimentos que consomem. São mudanças que exigem dos produtores de alimentos, além de velocidade no atendimento, uma maior transparência e uma mixidade de canais. Empresas como a BRF são capazes de atender melhor às diferentes demandas. Seguiremos ofertando produtos práticos, inovadores, gostosos e de alta qualidade.”
 
SIDNEY MANZARO, vice-presidente comercial Brasil da BRF

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"Já percebemos uma melhora na economia em 2019. Este ano já é possível observar um desempenho superior em vendas na comparação com 2018. O que observamos é que há maior disposição de investimento dos supermercados, e isso reflete que existe mais confiança na economia. Nossa percepção é de que está havendo retomada de investimentos, seja para ampliar o número de lojas ou aprimorar a experiência dos consumidores. Essa tendência deve se intensificar em 2020.”
 
FLÁVIO BARROS, diretor presidente da Consinco S/A

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"Estamos trabalhando com a possibilidade de uma retomada um pouco mais forte do crescimento baseados nos negócios realizados no último trimestre de 2019. Nosso orçamento para o próximo ano está em 6% acima da mesma base do ano de 2019, sem computar os lançamentos, que poderão melhorar muito nossa participação no nosso segmento e trazer crescimento para a Fugini. Em nossas visitas confirmamos com nossos clientes esse otimismo. Depois de quatro anos seguidos de crise, enfim, estamos confiantes.”
 
AURO NINELLI, diretor da Fugini Alimentos

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"Tomando como referência os últimos relatórios do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), para este ano de 2019, espera-se um crescimento menor da economia mundial; um crescimento que será da ordem de 2,9% (previsão da OCDE) e 3,0% (previsão do FMI), em ambos os casos um crescimento menor do que em 2018 e o menor desde a crise da última década.
 
Em relação ao Brasil, para o ano atual, o Banco Central espera um crescimento de 0,9%. Prevê-se que a economia brasileira tenha um crescimento maior em 2020, próximo a 2%, e o consumo das famílias deverá ser um componente fundamental nessa aceleração econômica, que é altamente positiva, pois deve impulsionar o comércio e especialmente o varejo.”
 
EDGAR NOVOA VILLAVICENCIO, diretor comercial do Instituto de Promoción de Exportaciones e Inversiones (Pro Ecuador)

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"Em 2019, a Marquespan conseguiu atingir suas expectativas de crescimento e de grande projeção no mercado. Para 2020, as perspectivas são de muito trabalho e muitas conquistas, como sempre. Inauguraremos nosso Centro de Distribuição em Minas Gerais e, no final de 2020, mais duas fábricas (uma no Rio Grande do Sul e outra em São Paulo) com a maior capacidade produtiva e tecnológica do país.

Acreditamos que o varejo continuará buscando produtos e parceiros que facilitem o dia a dia, apostando em produtos prontos (congelados) e tecnologia (Inteligência artificial). Os consumidores estão cada vez mais exigentes e valorizando, com razão, a presença na loja.”

MARCELO DOS SANTOS MARQUES, diretor da Marquespan Alimentos

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"Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o segmento de meios de pagamentos deverá crescer muito acima da taxa de crescimento da economia, entre 14% e 17%, em 2019. Foi um ano marcado pela ‘guerra das maquininhas’, que aumentou a competitividade no setor de adquirência e levou grandes empresas e fintechs a ofertarem diferentes ferramentas, plataformas e tecnologias com foco, principalmente, em pequenos e médios comerciantes.
 
Para 2020, as perspectivas são positivas, tendo em vista a expectativa de retomada da economia, o crescente aumento das transações por e-commerce e a contínua inovação em produtos e serviços desse segmento. A Fiserv continuará oferecendo produtos e serviços que atendam às necessidades do varejo, trazendo mais tecnologia, novas formas de pagamento, transações com maior segurança, além de fornecer experiência de compra diferenciada para os consumidores.”
 
HENRIQUE CAPDEVILLE, VP de Estratégia e Integrações Latam da Fiserv 

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"De um modo geral, a economia brasileira não caminhou como era esperado diante de um novo governo. Foi mais um ano muito difícil devido ao grande número de desempregados; os problemas políticos persistiram e, também, ajudaram para que a economia não caminhasse como era previsto. Variação cambial, alterações de custos sobre insumos e falta de consumo fizeram com que nossas margens ficassem bastante reduzidas, inviabilizando qualquer tipo de investimento.
 
Para o primeiro semestre de 2020 não vejo possibilidades de mudanças significativas. Deve ser um período ainda muito difícil, mas esperamos que aconteçam evoluções e a economia volte a crescer. A inflação baixa e novas linhas de crédito podem impulsionar o consumo e fazer a economia retomar.”
 
LUIZ KURITA, diretor comercial da Hikari
 
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"Acreditamos na retomada da economia neste ano devido ao novo governo e às reformas que são necessárias para o Brasil. Ainda que de forma tímida, temos notado uma pequena aceleração em quase todos os setores. Para nós, este ano tem sido fantástico, pois estamos crescendo na casa de dois dígitos, comparado ao ano de 2018.
 
Estamos muito otimistas com o que vem pela frente. Sinais positivos vêm de várias áreas e o país continuará crescendo em 2020. Questões como a aprovação da reforma previdenciária, a baixa inflação e o acesso ao saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) sustentam o crescimento econômico do país em 2020.”
 
TIAGO CABRAL, CEO da Pax (empresa do grupo Transire)
 
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"A economia dá sinais ainda fracos de recuperação. A oscilação do dólar é um aspecto preocupante, pois eleva o preço de uma série de insumos, o que prejudica as empresas. Não vemos no horizonte a recuperação da empregabilidade e uma elevação significativa de renda. Por outro lado, as reformas que começaram a ser apresentadas e aprovadas devem ajudar a restabelecer a confiança do mercado e a gerar investimentos.
 
Para o segmento de cervejas, o fundamental é manter uma política de apoio para os microempresários, pois estes são responsáveis pela comercialização no canal frio. O consumo de cerveja deve ter um crescimento de cerca de 2,5%.
 
Aprovadas as principais reformas, a macroeconomia deve melhorar. O ambiente político ainda apresenta turbulências, mas com as grandes reformas as perspectivas são melhores. Dados recentes apontam que o PIB pode aumentar com o desenvolvimento do consumo interno. Isso é fundamental para empresas de produtos de consumo.”
 
MARCELO DE SÁ, diretor do Grupo Petrópolis
 
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"O país começou um movimento de recuperação da economia e nos preparamos para liderar o crescimento do varejo. Em 2019, nossa categoria cresce 2,2% em volume e 6,2% em valor, segundo dados Nielsen YTD de outubro de 2019. Neste ano, lançamos novas marcas, como Skol Puro Malte e a Colorado Ribeirão Lager, e, em 2020, intensificaremos este movimento.
 
As perspectivas para 2020 continuam boas pelas tendências de crescimento do segmento premium e as inovações de líquido e embalagem que a categoria vem trazendo. Tendências do varejo que observamos em 2019 ganharão mais intensidade em 2020, como a diversificação dos formatos de loja, integração do on-line com off-line e o aumento da importância da experiência de compra. Alinhado a isso, a parceria entre o varejo e a indústria continuará sendo essencial para entregarmos, juntos, mais valor para o nosso consumidor.”
 
CAIO LIRA, VP Off Trade da Ambev
 
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"O ano de 2019 apresentou ambiente econômico complexo e desafiador não apenas para o setor de alimentos. Portanto, foi necessário apresentar disciplina na execução das prioridades, que, no caso da M. Dias Branco, foi solidificar a posição de liderança em massas e biscoitos no mercado brasileiro. Acreditamos em um futuro positivo para o setor no Brasil e no mundo. Por isso, seguimos confiantes no potencial de crescimento da M. Dias Branco, certos de que estamos fazendo os investimentos necessários para expansão de nossas vendas em todo o país, buscando a satisfação de nossos clientes e a geração de valor aos acionistas.”
 
FABIO CEFALY, diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores da M. Dias Branco
 
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"A economia do país apresenta sinais de retomada e o crescimento do segmento de proteína animal é um pilar importante para essa recuperação. O desenvolvimento sustentável da Seara puxa o setor e colabora com a economia do Brasil. A Seara tem feito expressivos investimentos no país, onde obteve um ganho significativo na preferência dos consumidores em 2019. Estamos presentes em 78% dos lares. Isso se deve ao seu grande foco em execução – com a implementação do programa Loja Perfeita – e em inovação, com o lançamento de diversas linhas, que vêm superando as expectativas de venda. Em 2020, seguiremos inovando, com lançamentos que vêm ao encontro das novas tendências de mercado.”
 
JOANITA MAESTRI KAROLESKI, presidente da Seara
 
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"O ano de 2019 ainda foi difícil, mas percebemos que houve uma melhora, sobretudo, no segundo semestre. Mantivemos nossa estratégia de expansão ao longo do ano e estamos com perspectiva de registrar um crescimento próximo de dois dígitos. Aumentamos a capacidade em todas as nossas linhas de queijo, porque acreditamos na retomada econômica.
 
Para 2020, projetamos que o país entrará em um momento de maior estabilidade, com possibilidade de alta do PIB acima de 2%, conforme analistas do mercado apontam. Será um ano de redução do desemprego e de crescimento da massa salarial, que é o indicador mais relevante para nós. Internamente, apostamos em um novo ciclo de inovação com foco no novo perfil do consumidor, que está mais exigente e mais consciente.
 
LUIS GENNARI, CEO da Vigor Alimentos
 
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"Em 2019, a economia cresceu pouco, o que já era esperado. No entanto, foi um ano muito importante, onde conseguimos ajustar vários pontos. Foi um momento de preparar o país para um ciclo de crescimento econômico. No entanto, existem algumas situações da economia global que devem segurar um pouco esse crescimento, como a possibilidade de recessão nos Estados Unidos e na Europa, além da desaceleração da economia chinesa. Sendo assim, esperamos um crescimento maior em 2020 do que em 2019, mas ainda lento.”
 
SOLON TEIXEIRA DE REZENDE NETO, diretor comercial da Teixeira Produtos Alimentícios
 
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"Este foi um ano muito atípico, cheio de oscilações e com muitas aquisições no setor supermercadista. Isso, em um primeiro momento, posterga os investimentos anteriormente previstos. De qualquer modo, a economia deu sinais de melhorias com o modesto crescimento do PIB, a redução da inflação e a queda da Taxa Selic, fatores que favoreceram a retomada dos investimentos no último quadrimestre. Apesar de tudo isso, tivemos um bom ano e estamos investindo fortemente para 2020.
 
No segmento supermercadista, com a melhora do consumo, investimentos serão necessários e as grandes redes já sinalizam a expansão dos negócios. Para suprir essa demanda, a Arneg está ampliando a fábrica, investindo em equipamentos e tecnologia.”
 
PAULO SOLIMEO, diretor geral da Arneg Brasil
 
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"Percebemos um grande avanço em 2019, com vários projetos saindo do papel e a previsão de inaugurações de lojas de nossos clientes para 2020 e 2021. As perspectivas para o próximo ano são muito boas, mas estamos com o pé no chão, conscientes de que todas as reformas necessárias levam tempo para ocorrer. A economia melhora de forma mais lenta, porém, consolidada. Esperamos crescer entre 10% e 15%.”
 
DECIO COSTA FILHO, diretor da Cepêra Alimentos
 
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"Para 2020, estamos repaginando todas as nossas estratégias. Revisitamos o nosso DNA nos últimos anos e reformulamos o portfólio. Com certeza, não vamos parar de inovar, de trazer outras opções para o consumidor, esse é o nosso negócio. Acreditamos muito em 2020, estamos fazendo as coisas do jeito certo e vamos colher, junto com o supermercadista, bons frutos. Essa é a nossa expectativa.”
 
ADALBERTO LUIS FOFAN, diretor comercial da Coca-Cola Femsa
 
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"Tivemos uma pequena reação da economia, principalmente no segundo semestre deste ano. Juros baixos e correção fiscal começam a indicar melhorias nos investimentos e na atividade econômica. No setor de lácteos, tivemos um ano ainda difícil, com crescimento dos custos de produção e fraca demanda.
 
Vejo com muito otimismo o ano de 2020. O retorno dos investimentos e a redução dos níveis de desemprego aquecerão o varejo nacional. Acredito que teremos uma retomada do varejo nas lojas que focam mais em sortimento e oferecem produtos de valor agregado ao consumidor. Como ponto de atenção ao consumidor, coloco a pressão inflacionária proveniente de margens achatadas do segmento produtivo/indústria e liderados por uma forte demanda externa de proteínas animais.”
 
ROOSEVELT JUNIOR (JUNICO), diretor comercial Latam do Grupo Lactalis
 
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"Para a Itambé, o ano foi muito positivo. Diversificamos ainda mais nosso portfólio, aumentamos a base de clientes e vamos crescer em todos os segmentos: varejo, cash, food service, mercado industrial e exportação. O grande destaque foi a linha de iogurtes, que estamos crescendo dois dígitos no país. No mercado de São Paulo especificamente, crescemos acima de 30% em iogurtes e leite em pó. As perspectivas para o setor são mais positivas para 2020, já que a economia deve voltar a crescer. A menor oferta de leite no campo trará também preços mais firmes dos produtos lácteos já a partir de janeiro, o que é positivo tanto para a indústria como para o varejo.”
 
ALEXANDRE ALMEIDA, presidente da Itambé
 
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"O fato de haver uma retomada mesmo que lenta da economia já é um bom sinal, depois de tantos anos de retração. A reforma da previdência foi importante para o país, assim como a aprovação das demais reformas serão para os próximos anos. O segmento de geleia de frutas ficou estável, assim como nossas vendas.
 
Para 2020, a economia parece que irá reagir, ainda lentamente, mas se alcançar um crescimento entre 2% e 3% podemos dizer que será um bom ano para o varejo. Acredito que o primeiro movimento positivo será a redução do endividamento e o consumo de bens duráveis com novas dívidas. O varejo alimentar deve notar um crescimento maior no segundo semestre do ano.”
 
CRISTIANO MORAES, CSO da Hero Brasil
 
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"Estamos otimistas para o próximo ano. Acreditamos numa alta de 2% no PIB, o que não é pouco. E, se tudo correr bem, para 2021, algo superior a 2,5%. Essa previsão está baseada na melhoria do poder aquisitivo, na redução nos níveis de desemprego, na taxa de juros em níveis atuais e, claro, na inflação controlada. O varejo e o mercado consumidor deverão ter recuperação importante, comparado com 2019, porque ambos estão diretamente ligados à melhoria da economia. Aos poucos, a economia vai se consolidar.”
 
SYLVIO PARENTE, diretor da Bioleve

 


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