Artigo 18:04 - 13 de março de 2020

Com as transformações no âmbito da comunicação, das tecnologias, das mídias diferenciadas e das alternativas para atrair e reter o consumidor, como estão evoluindo os profissionais de marketing no varejo? Como estamos participando de tudo isso, desmistificando crenças e nos reinventando para sermos multifuncionais on e off, sem perder o termômetro do piso da loja física ou virtual?

A era dos tabloides impressos, anúncios em horário nobre e encartes nos jornais ficou definitivamente no passado. O consumidor ganhou sonoridade e empoderamento em suas decisões de compra e exige um novo marketing.

Eventos, cursos, artigos, podcasts e pesquisas são alguns dos caminhos importantes para nossa reciclagem e entendimento do mercado, mas é preciso ir além. As mudanças estão frenéticas e novos conceitos vêm de todos os cantos do planeta. Inúmeras startups estão a mil criando inovações para simplificar, sofisticar ou inovar as ocasiões de compra.

O que antes denominávamos como missão da marca agora se coloca como propósito. Quais os propósitos das marcas das quais somos guardiões? Devemos nos perguntar e garantir que estejam alinhados com toda empresa para atingir o engajamento do consumidor. Transformar ideias em resultados concretos e inovação em ação.

Entender a necessidade do cliente agora é entender suas dores. E a corrida é para curá-las antes que o concorrente ou outro segmento traga um elixir milagroso mais rápido e poderoso que o nosso.

Os aplicativos de entrega ampliam a distribuição e a possibilidade de oferecer praticidade. Estarmos nos envolvendo nisso com a intensidade devida é urgente.

A mudança da economia da posse para a economia do acesso traz à tona como serão as relações com consumidores em um ambiente de capitalismo consciente.

As relações no trade marketing instigam a indústria a trazer soluções para os grupos inclusivos, que firmam-se na sociedade e necessitam serem ouvidos, considerados e respeitados. Não basta o varejo vender, a indústria também deve acompanhar esse novo ambiente com produtos e soluções para diferentes nichos.

O marketing de conteúdo e os influencers nos proporcionam maior atratividade em nossas mídias sociais, com geração de valor.

O Big Data torna-se protagonista com suas possibilidades exponenciais de atingir quem queremos, na hora, meio e intensidade desejados e com investimentos mais inteligentes.

Mas não podemos deixar de manter a barriga no balcão, ir com nossos times a campo, estar nas lojas, ouvir clientes e visitar concorrentes. Varejo não acontece nos escritórios. Acontece no mercado, na rua, na rede.

Alianças como o Mulheres do Varejo são meios importantes de união de objetivos de profissionais engajadas em uma causa importante de equidade que contribui também para nossa ressignificação profissional.

O desafio é infinito, mas somos agentes encantadores de clientes.

Vamos ao infinito e além.

 

*Maria do Carmo Scervino Cardoso, publicitária com DNA de varejo. Especializada em marketing para varejo de vizinhança e atacarejo, com atuação em empresas do varejo alimentar, têxtil e de eletrônicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

foto de capa: by mohamed Hassan from Pixabay 


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