Notícia 09:19 - 25 de novembro de 2020

Cada nova transação realizada em um supermercado gera dados valiosos para o negócio. Essa grande quantidade de informações, conhecida como Big Data, alavanca resultados e a competitividade da empresa que consegue trabalhar a inteligência analítica associada às estratégias corporativas.

“Se há 10 anos investir em dados e inteligência de análise era uma tendência, hoje, é uma questão de sobrevivência”, sustenta a VP de Marketing da Neoway, Fernanda Baggio. Essa análise demonstra não só que as empresas já estão incorporando a aplicação de Big Data com mais propriedade, como, também, que esses recursos estão amplamente disseminados, podendo ser adotados por qualquer organização.

“Independentemente do porte do negócio, a correta utilização de ferramentas de Big Data traz um diferencial bastante interessante para segmentos tão competitivos quanto o de supermercados”, acrescenta Fernanda. Na prática, os dados fortalecem as estratégias de negócio, indicando direções mais promissoras para obtenção de resultados. “A tecnologia é uma facilitadora que oferece inteligência mercadológica e torna as decisões mais precisas, pois são baseadas em informações reais e não em feeling ou suposições”, destaca.

A aplicação e as vantagens do Big Data são abrangentes, ressalta Fernanda. “As estratégias e decisões orientadas por dados são mais precisas e, por consequência, tendem a trazer melhores resultados. Para os supermercados não é diferente. Com a adoção de ferramentas de Big Data e Inteligência Artificial, os negócios do setor conseguem ter uma visão mais ampla sobre a situação do mercado e prever tendências.”

Esse fator é ainda mais relevante em momentos de cenários de imprevisibilidade e crise, pois o uso de dados eleva a capacidade de entender o contexto, projetar tendências e criar respostas assertivas para enfrentar os desafios. E essa inteligência pode ser aplicada a diferentes necessidades do negócio, dos projetos de expansão à contratação de colaboradores e até mesmo à escolha de parceiros e fornecedores.

Alinhamento estratégico

A diferença entre trabalhar com precisão e depender da intuição é gigantesca e determinante para otimizar esforços e recursos, focando no que realmente faz a diferença na geração de resultados esperados. “Se você não está utilizando a capacidade de insights e previsões que o Big Data consegue gerar, certamente, está perdendo capacidade competitiva. Teu concorrente pode aproveitar para ocupar esse espaço”, alerta o VP da Math Marketing, Marcel Ghiraldini.

Para ganhar competitividade, entretanto, não basta apenas ter acesso às ferramentas de Big Data. O fundamental que esse trabalho esteja alinhado às estratégias de negócio. “A primeira coisa é ter foco nas perguntas, aquilo que você quer responder ou descobrir”, orienta Ghiraldini. “Depois, definir de que dados você precisa e quais você já possui, só, então, prepará-los para consumo. A partir desse ponto, o processo fica mais técnico, passando pelas etapas de modelagem, teste e monitoramento continuado.”

O varejo é um dos segmentos que mais gera dados em suas operações, e essas informações estão à disposição para serem analisadas. Com uma estratégia bem definida e objetivos claros a serem alcançados, as empresas do setor potencializam as chances de sucesso. Entretanto, nem sempre, os resultados chegam ao nível desejado. Qual é o problema, então? “Todas as empresas têm dados que, muitas vezes, trazem informações de suma importância para a manutenção e crescimento daquele negócio. Porém, a ausência de uma cultura data driven, ou seja, orientada por dados em todos os níveis hierárquicos, talvez seja o maior entrave”, responde Fernanda. “De modo geral, ainda é pouco comum uma empresa ser 100% data driven, mas percebemos que esse cenário vem mudando dia após dia e esse é um caminho sem volta.”

Agilidade e precisão

“O volume de informações que hoje as empresas produzem (não só supermercados) é bastante significante. Nos supermercados, são milhões de informações geradas a cada dia que registram não somente as compras dos consumidores, mas, também, a tendência do que eles querem”, avalia o Head de Analytics da Propz, Rafael Buck.

Essa é uma oportunidade para entender o consumidor, algo que se reverte diretamente em vendas e fidelização de clientes. “No entanto, processar isso em sistemas convencionais, como planilhas Excel ou até mesmo em arquiteturas e sistemas que não suportam esse cenário de Big Data (e Inteligência Analítica em Big Data), além de ser impossível em certos cenários, faz o supermercado perder o timing de entendimento e oportunidade de fidelização de seu consumidor”, pondera Buck.

Tão importante quanto a precisão das informações é realizar as análises com agilidade. “A estratégia de negócios atual dos supermercados é pensar em como trazer soluções de Big Data e Inteligência Analítica para que seus processos identifiquem oportunidades nos dados, no mínimo tempo e com a maior precisão possíveis.”

Imagem de capa: iStock


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