Notícia 17:11 - 03 de dezembro de 2019

Em comemoração ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado hoje (03/12), o grupo Cencosud de supermercados compartilha a história de alguns de seus 1.200 colaboradores com deficiências físicas, que são dotados de eficiência, disposição e trajetórias de sucesso. Esta data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1992, com o objetivo de sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre a realidade das PCDs.

Uma dessas pessoas é Aline Santana, de 41 anos, que tem comprometimento motor do lado esquerdo do corpo e só havia cursado a alfabetização quando foi contratada, há 13 anos, pelo supermercado Prezunic, no Rio de Janeiro. A partir do Projeto Telecurso, sistema de supletivo oferecido aos colaboradores da Cencosud, a auxiliar de operações está no Ensino Médio e hoje sonha com uma vaga na faculdade de Fisioterapia. “Trabalhar numa empresa acolhedora, que oferece chances de crescimento, faz toda a diferença para o desenvolvimento de qualquer pessoa, ainda mais para quem tem deficiência”, afirma Aline.

Outro exemplo de perseverança é o caso da Fernanda Vitória, 31 anos, empacotadora na loja do GBarbosa Costa Azul, em Salvador (BA), desde 2014. Com deficiência auditiva identificada aos cinco anos, ela já trabalhou como autônoma em lojas de rua e teve na rede supermercadista o seu primeiro emprego com carteira assinada.

Também tem a deficiente visual, Jacilda Costa (36 anos), que trabalha no Mercantil Rodrigues desde 2013. Aos dois anos de idade, ela sofreu um acidente e teve o olho esquerdo perfurado. “Enxergo de um olho só. Lido com a deficiência desde pequena, me acostumei e nunca foi um obstáculo”, conta. Ela diz que a lei de PcD foi muito importante para assegurar o ingresso no mercado de trabalho e revela que, mesmo com a deficiência, é possível aproveitar as oportunidades. “Participei de seleções internas, fui assistente de Recursos Humanos, hoje estou como analista de RH e pretendo continuar me aperfeiçoando”, afirma Jacilda.

Apesar de contar com uma Política de Inclusão e Diversidade registrada em documento oficial, o Cencosud valoriza o profissional pelas suas habilidades e que todos podem concorrer às vagas disponíveis, segundo o gerente de responsabilidade de responsabilidade social da empresa, Fábio de Oliveira.

“Temos vagas de trabalho específicas para pessoas com deficiência, mas as PcDs também podem concorrer a qualquer cargo disponível. Selecionamos os candidatos de acordo com suas competências, e todos são bem-vindos”, defende.

Inclusão de surdos

Para tornar o processo seletivo mais equilibrado, a Cencosud Brasil adotou um sistema de entrevistas de emprego na Língua Brasileira de Sinais (Libras), com apoio de instituições parceiras.

“É muito bom perceber que somos bem-vindos. Aqui, os outros colaboradores valorizam o nosso esforço e sempre nos ajudam. Isso é muito especial”, conta Márcia Moreira Mota Neri, de 50 anos, que tem dificuldade auditiva e trabalha no Prezunic há sete anos.

Por meio do Campus Cencosud, plataforma e-learning de capacitação da companhia, todos os colaboradores têm à disposição um curso de Libras, com o objetivo de facilitar o contato com pessoas com deficiência auditiva, tanto aqueles que trabalham na empresa, quanto os clientes que frequentam as lojas.

O auxiliar de hortifrúti do Bretas, Marco Aurélio Carvalho da Silva, de 25 anos, trabalha diretamente com o deficiente auditivo Josué Carlos Ribeiro Abadia, 38, e percebeu que precisava se comunicar melhor com o colega para facilitar a rotina de ambos. “Há quase um mês fiz o curso na plataforma, que me ajudou a conversar no dia a dia com o Josué e com outros colegas com esta deficiência”, explica. Marco Aurélio afirma que nunca pensou em aprender Libras, mas abraçou a oportunidade para poder ajudar ao próximo. Além de ter um melhor contato profissional, agora também orienta clientes na loja e até mesmo consegue amparar outros deficientes auditivos fora da unidade.

 

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