Notícia 16:12 - 23 de junho de 2020

Após três meses de convívio com o novo coronavírus, inevitavelmente a frequência dos consumidores nos supermercados mudou e a Boltis - empresa de inteligência analítica, criada pela APAS (Associação Paulista de Supermercados) e pela Market Science, para orientar o varejo e a indústria na tomada de decisões -, pôde comprovar isso com a pesquisa que realizou, no período de 15 de março a 31 de maio, analisando cerca de 9 milhões de cupons de compras.

Para começar, o consumidor continua evitando ir aos supermercados com frequência, por isso a queda do fluxo de pessoas, nos últimos meses, foi de 11%, na comparação com o mesmo período de 2019.

Mas para não deixar de suprir as suas necessidades, sempre que vai ao supermercado, esse consumidor procura comprar mais itens, como forma de compensar os outros dias em que permanece em casa. Por isso, o seu ticket médio aumentou 38%, passando de R$ 60 (antes da pandemia) para R$ 82, e de 10 para 13 produtos comprados em média, no geral, representando um aumento de 28% ante 2019.

“Ou seja, as pessoas vão menos aos supermercados e gastam mais. Na prática da rotina semanal, esse cliente passou a reduzir a sua visita ao supermercado em 7%, indo somente cerca de 2,2 vezes por semana para evitar o contato com outras pessoas e consequentemente, os riscos de contágio com o vírus”, explica Marcelo Alves, diretor de marketing da Boltis.

Detalhes sobre este novo hábito

Com muitas pessoas trabalhando em home office, Alves explica que o horário e os dias da semana que esse consumidor costumava fazer as suas compras nos supermercados também mudaram. “Se antes ele costumava deixar as suas idas para o final da tarde, quando voltava do trabalho, ou para os finais de semana, por conta da sua folga, agora ele prefere ir durante a tarde e principalmente nas quartas, quintas e sextas-feiras”, explica conforme o levantamento. 

Sendo assim, os finais de semana têm perdido cada vez mais força no consumo, registrando em média 31% de importância em 2020, contra 35% no mesmo período do ano passado. É o consumidor se adaptando a nova rotina, enquanto não se encontra uma solução na área da saúde, capaz de reduzir a pandemia.

Imagem de capa: iStock


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