Notícia 17:22 - 26 de março de 2020

Com o advento do coronavírus, há diversos debates sobre quais medidas deveriam ser tomadas, e quais as recomendações para antes e depois do vírus. Edmar Bulla, CEO do Grupo Croma, criou uma lista com 20 dicas para ajudar o varejo, que vão da queda à recuperação, durante toda essa fase complicada.

"Estamos vivendo sob o comando do COVID-19, que mudou nossos hábitos e nos colocou em um mundo desconhecido, cuja desinformação causa o medo. O instinto natural das pessoas é a sobrevivência, e neste caso, ela vem condicionada a correr para os supermercados e abastecer a dispensa, se forçados a uma quarentena", explica Bulla, acrescentando que em momento algum foi informado à população que faltaria comida."Fotos de gôndolas vazias e supermercados cheios povoam, de modo alarmante, a internet e o imaginário das pessoas. E quando alguém publica uma imagem assim, pratica um grande desserviço à sociedade", completa. 

Até que esse momento de contingência termine, algumas pessoas se desgastam mais que outras. Na internet, as imagens assustam, e o pico de consumo já está criado, além de aumentado exponencialmente. De acordo com ele, o momento é atípico, especialmente para a venda de produtos não-perecíveis.

Todo esse ato gera uma cadeia de desbalanceamento, desde o produtor até o ponto de venda. E para manter as gôndolas funcionando, há uma infinidade de repositores, motoristas, carregadores, estoquistas e promotores, que também estão se arriscando para estar ali.

Por conta de todos esses fatores, segue na íntegra uma lista de recomendações que o varejo pode seguir, organizada pelo especialista:

  1. Fortalecer parcerias e alianças entre indústria, varejo e governo.
  2. Valorizar e preservar as relações em toda a cadeia produtiva.
  3. Criar um fundo de investimento que sustente um laboratório compartilhado de inovação para o varejo.
  4. Informar claramente aos consumidores que a gôndola vazia pode não significar falta de produto, mas apenas um intervalo de reposição.
  5. Flexibilizar agendas de reposição: varejos devem abrir horários alternativos para receber e repor produtos. Por exemplo, antes de abrir ou depois de fechar a loja.
  6. Formatar roteiros geográficos alternativos para diminuir deslocamentos.
  7. Setorizar para repor: isolar setores para reposição em horário comercial.
  8. Prover equipamentos de proteção completa para o pessoal em loja, incluindo higienização de caixas e áreas importantes a cada duas horas.
  9. Prover acompanhamento de indicadores de saúde contínuos para os recursos humanos, como temperatura corporal.
  10. Disponibilizar áreas confortáveis para descompressão ou descanso, devidamente preparadas e higienizadas.
  11. Flexibilizar para que promotores possam trabalhar também como repositores e vice-versa.
  12. Criar um pool compartilhado de repositores e promotores, multivarejo e multi-indústria, para diminuir fluxo e número desses profissionais em loja, evitar desligamentos e otimizar a operação com máxima eficiência, operando de modo alternado e com rotinas intercaladas de reposição.
  13. Poupar repositores acima de 50 anos ou que façam parte dos grupos de risco.
  14. Promover job rotation para manter empregos, alocando profissionais em outras funções.
  15. Inovar em recrutamento de repositores, via aplicativos, recrutando pessoas no modelo Uber, em casos emergenciais.
  16. Criar soluções de transporte de passageiros, que cumpram padrões sanitários adequados para levar e trazer pessoas de suas casas para as lojas.
  17. Subsidiar transporte individual ou reembolso de combustível, caso seja preciso.
  18. Desenvolver e ofertar cursos on-line para reforçar cuidados e capacitar.
  19. Recrutar somente pessoas que não estejam nos grupos de risco.
  20. Valorizar a importância desses profissionais e cuidar para que eles sejam tratados com os devidos reconhecimentos, dignidade e atenção.

 

 


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