Notícia 15:39 - 27 de setembro de 2021

O consumidor brasileiro segue cauteloso em relação à economia do varejo em setembro. Com a interrupção da tendência que apontava uma melhora no ritmo de consumo, desde maio, o Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 74 pontos neste mês, ou seja, o mesmo número registrado em agosto.

"As pessoas têm menos dinheiro, por conta da crise causada pela pandemia, mas o consumo que estava reprimido graças à falta de mobilidade urbana está acontecendo normalmente", explica Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP. "Entendemos que existe a cautela neste momento porque os reflexos da crise da Covid-19 ainda são muito sentidos", destaca.

Mas o fato desse crescimento ter sido interrompido momentaneamente não significa que o INC não voltará a crescer nos próximos meses. Em São Paulo as pessoas seguem movimentando o comércio de acordo com a prévia do Balanço de Vendas de setembro. O estudo também indica que o volume de consumo na capital paulista aumentou 14,6%, nos primeiros 15 dias do mês, comparado ao mesmo período do mês anterior.

"Quando cruzamos as informações do Balanço com as dos INC ainda podemos dizer que as projeções para o futuro, apesar da instabilidade econômica que vivemos, é positiva", analisa Gamboa.

Outras informações

No contrafluxo dos resultados trazidos pela pesquisa, o Norte e o Nordeste foram as únicas regiões que apresentaram um aumento na confiança no mês de setembro, saltando de 87 para 89, e de 64 para 65, respectivamente.

Do total de entrevistados, 58% dizem estar muito insatisfeitos com a vida que levam hoje e 57% acham que o Brasil caminha para a direção errada. Só que este pessimismo todo é equilibrado quando 50% das mesmas pessoas entrevistadas também dizem que daqui a seis meses pretendem estar melhores financeiramente.

A pesquisa INC vai de 0 a 200 pontos e mede a visão e segurança da população em relação ao País, às finanças do brasileiro e prevê o comportamento destas pessoas na hora da compra. Nos últimos tempos o INC cresceu e só agora estagnou, mas é perceptível que este indicador ainda pertença ao campo pessimista (abaixo de 100). O último registro otimista (com 100 pontos) ocorreu em janeiro de 2020.

A pesquisa encomendada junto à Behup ouviu 1597 pessoas, pertencentes a todas as classes sociais, localizadas nas cinco regiões do Brasil. 

Créditos da imagem: iStock


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