Notícia 18:35 - 20 de março de 2020

No webinar desta semana, produzido pela Escola Apas – Associação Paulista de Supermercados, o tema de total relevância para os brasileiros foi o “Coronavírus: pontos críticos e análise de contingência na operação dos supermercados”.

Além de contar com o presidente da Apas, Ronaldo dos Santos, o superintendente Carlos Corrêa e os advogados, Luana Aguiar e Marcelo Farias, o evento recebeu também o infectologista do Hospital das Clínicas, Dr. Esper Kallas, e os convidados da BRF, Coop e Pague Menos. Todos mediados por Eduardo Ariel, gestor de serviços em supermercados da Apas.

“O nosso principal desafio pela frente é a falta de previsibilidade sobre o que vai acontecer com o consumo e se a indústria está preparada para os novos hábitos do consumidor. Por isso, organizamos um comitê diário, junto com as áreas do Comercial e da Logística, e muito próximo à indústria, para termos mais previsões e parâmetros de acompanhamento”, explica Jefferson George Nunes, CEO do Pague Menos, em meios aos perigos e pontos sobre Coronavírus que foram detalhadamente esclarecidos pelo Dr. Esper Kallas, infectologista do Hospital das Clínicas e professor da USP.

Com o monitoramento das vendas dos produtos mais consumidos nos supermercados, Sidney Manzaro, vice-presidente de Mercado Brasil da BRF, acredita que já é possível concluir duas questões importantes sobre abastecimento: “Houve uma queda significativa no hábito de consumo nos restaurantes e redes de fast foods, mas mesmo assim essas redes pretendem continuar trabalhando com 30% a 40% da capacidade. As cantinas desapareceram, e em compensação, todos os produtos consumidos dentro dos hospitais e deliveries disparou. Portanto, nos próximos dias, o hábito de comer em casa será maior do que fora dela. E sendo assim, os supermercados e a indústria precisam trabalhar juntos para que o mix, o abastecimento, as entregas e as reposições continuem sendo realizadas da melhor forma possível”, completa.

Para isso, Nunes lembrou inclusive que o fato de São Paulo não possuir indústrias e os centros de distribuição não serem o suficiente para toda essa demanda de pessoas que passarão mais tempo em casa, as fronteiras do estado não podem ser fechadas para o transporte e abastecimento. “Ou seja, precisamos seguir uma medida parecida com a China, que foi a de bloquear as fronteiras para as pessoas, exceto para o transporte de alimentos e itens essenciais”, conclui.

Além desses assuntos, foram esclarecidas muitas a dúvidas a respeito da flexibilidade de trabalho, home office e leis trabalhistas, e no final, os advogados da Apas lembraram aos associados da Apas que se manterão à disposição para outros esclarecimentos e suportes a respeito.

Confira todos os detalhes no vídeo abaixo:

 


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