Notícia 16:34 - 26 de junho de 2020

O montante de R$ 1 trilhão arrecadado pelo Governo, em forma de impostos, taxas, multas e contribuições pagas pelos brasileiros, desde o primeiro dia do ano, chega com o atraso de 33 dias em relação ao ano passado (registrado em 24/05/2019), indicando um recuo no crescimento da economia do País, causado pela crise do novo coronavírus.

“A arrecadação, com a diferença de praticamente um mês de um ano para o outro, mostra a forte desaceleração da receita tributária em consequência da recessão provocada pela pandemia. Antes do Brasil ser afetado pelo novo coronavírus, a projeção para a arrecadação deveria ser em torno de R$ 1.263.198.081.264,14. Ou seja, há uma queda de 26% em relação ao esperado”, explica Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Como a projeção revista levava em conta uma crise menos intensa e demorada, ele acredita que seja necessário refazer os cálculos sobre o desempenho da arrecadação de tributos para o segundo semestre, já que os dados divulgados pela Receita Federal apontam para uma queda ainda maior.

“Mais importante do que acertar a projeção exata, é constatar que a magnitude da perda tributária dos três níveis de Governo já foi bastante expressiva, e ainda deverá continuar nos próximos meses, com um impacto muito forte na capacidade do Estado para cumprir com os seus compromissos, o que deverá afetar ainda mais os investimentos”, analisa o economista, ressaltando inclusive que o endividamento do setor público aumentará muito, provavelmente não apenas neste ano, mas também nos próximos.  

O Impostômetro foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar os brasileiros sobre a alta carga tributária e incentivá-los a cobrar os governos por serviços públicos de mais qualidade.

 

 


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