Notícia 17:34 - 11 de maio de 2021

De acordo com os resultados divulgados pelo IBGE, o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que pemite avaliar como anda o crescimento do País, o mês de abril registrou uma queda de 0,31% frente ao mês de março.

Para o professor da Fipecafi, George Sales, existem setores que se destacam mais no IPCA. “Alguns grupos ainda devem impactar o índice como o de transportes, por conta da gasolina, reflexo do mês anterior; alimentação e bebidas, habitação e saúde e cuidados pessoais, que incluem o preço dos medicamentos, que tiveram ajuste autorizado pela Anvisa variando entre o Nível 1: 10,08%; Nível 2: 8,44%; e Nível 3: 6,79%. Além disso, o gás de cozinha deve ficar com um aumento registrado de 2,76% para o período”, destaca.

O IPCA afeta diretamente no bolso dos brasileiros por conta do aumento dos preços, mas é preciso considerar também outro ponto que gera forte impacto, segundo o especialista. “O IPCA representa uma cesta de consumo de itens abrangentes (de 1 a 40 salários-mínimos) e é medido em 11 regiões metropolitanas, onde mais de 70% da população brasileira está presente. Se esse índice está elevado há uma série de consequências: a primeira é a mais óbvia, os preços registrados já estão afetando a vida de todos nós, pois medem o que aconteceu. A segunda, diz respeitos aos contratos que utilizam o IPCA como fator de correção. Só para se ter uma ideia, o IPCA acumulado dos últimos 12 meses já está em 6,10%”, acrescenta o especialista.

Imagem de capa: iStock

 


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