Notícia 15:51 - 20 de fevereiro de 2020

O e-commerce brasileiro encerrou o ano de 2019 com alta de 16,3% nas vendas, com faturamento de R$61,9 bilhões, enquanto em 2018 este rendimento ficou na casa dos R$ 53,2 bilhões. Este bom resultado deve-se à breve retomada econômica e também pelo fortalecimento do segmento de comércio eletrônico no país.

De acordo com a Ebit|Nielsen, o número de pedidos no ano também foi maior que no anterior, totalizando 148,4 milhões de compras em 2019 frente a 122,7 milhões no ano anterior.

Indo de encontro ao aumento no faturamento e pedidos, o valor médio do ticket caiu, de R$434 para R$417, retração de 3,9%. Esse movimento pode ser verificado nos dias do evento da última edição da Black Friday, quando as vendas aumentaram, porém, o valor médio de desembolso foi menor na comparação com 2018.

O número final de 2019 superou a projeção do Webshoppers 40º (estudo sobre o comércio eletrônico brasileiro e a principal referência para os profissionais do segmento), que era de R$ 59,8 bilhões. 

"Na análise dos últimos relatórios da Ebit|Nielsen, percebemos uma tendência de aumento do volume de compras via internet, com vendas cada vez maiores pelo canal mobile, como aconteceu na Black Friday - momento em que 55% dos pedidos foram feitos por meio de celulares e tablets. Isso, consequentemente, leva a um tíquete médio menor. Ou seja, temos um crescimento na frequência de compras, impulsionado por categorias de consumo mais dinâmicas”, explica o diretor de atendimento ao varejo e E-commerce, Nielsen Brasil, Roberto Butragueño.

A expectativa é que de esse crescimento no comércio online continue este ano, com uma nova margem de faturamento de R$ 74 bilhões, puxado pela entrada de novos players, principalmente do setor de Alimentos e Bebidas. Essas categorias, segundo  a entidade de pesquisa, têm garantido a participação de um consumidor mais frequente nas compras em e-commerce.

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