Notícia 15:38 - 12 de julho de 2019

O governo reduziu a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, de 1,6% para 0,81%, conforme anunciado pelo Ministério da Economia nesta sexta-feira (12/07). O motivo apontado para tal foi que indicadores mensais para o segundo semestre sugerem que a recuperação econômica continue lenta.

Este representa o terceiro corte nas previsões desde janeiro, quando foi projetado um crescimento de 2,5% na economia. Então, em março, essa previsão caiu para 2,2% e, em maio, para 1,6%.

Já a previsão de inflação foi revisada de 4,1% para 3,8%, mantendo-se dentro do intervalo da meta central de 4,25%, com tolerância entre 2,75% a 5,75%. As previsões divulgadas ficaram próximas as do último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC), que previu crescimento de 0,82% para o PIB e uma inflação de 3,8%.

O documento do Ministério da Economia também prevê que a reforma da Previdência será essencial para a retomada da economia. “A retomada do crescimento da economia brasileira deverá passar necessariamente por um conjunto de reformas de reequilíbrio fiscal, onde a nova Presidência assume papel de protagonismo, bem como reformas pró-mercado”, afirma.

Segundo o G1, o subsecretário de política macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, a reforma não deve ter grande influência neste ano, mas impactará a previsão de crescimento a partir do próximo ano. “É possível que tenha impacto este ano, mas não substancial”, explica. No momento, a previsão do PIB para 2020 caiu de 2,5% para 2,2%, e a da inflação foi revisada de 4,1% para 3,8%.

Já o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou que a aprovação da reforma da Previdência tem potencial para aumentar em 0,5 ponto percentual por ano o crescimento anual do PIB. Ou seja, se o crescimento fosse de 1% ao ano, a reforma teria potencial para elevar esse valor para 1,5%.