Notícia 17:18 - 07 de maio de 2021
O GPA anunciou ontem (6) a venda dos seus produtos na plataforma do Mercado Livre, que possui cinco centrais no País e pretende ter oito até o final deste ano. Os itens alimentares da varejista deverão ser estocados nesses lugares, além da entrega também ser realizada pelo e-commerce argentino. Além disso, neste mês de maio o GPA pretende vender os seus produtos no Supernow (do grupo B2W)  e até o final do ano, no marketplace das Americanas (também da B2W).
 
O comando do GPA informou que a ideia é recuperar o “tempo perdido” no digital, já que houve uma perda de participação de mercado no alimentar, no primeiro trimestre do ano. “Saímos um pouco atrasados, estamos recuperando o tempo perdido e o crescimento virá mais robusto na plataforma digital. E os acordos feitos são medidas de mitigação”, afirmou o presidente do GPA, Jorge Faiçal, em teleconferência com analistas, acrescentando que a perda de share ocorreu de forma leve, "mas os dados mostram que, no varejo ampliado (venda medida pelo IBGE), o alimentar mostra resistência. Entendemos que, para ganhar esse jogo, temos que estar em todas as pontas: na venda direta, no nosso marketplace e no marketplace de terceiros. A competição se dará pela melhor entrega, pela capacidade de criar promoções assertivas, pela entrega de itens frescos e não cobrar isso do consumidor”, completou o executivo. 
 
A receita líquida do GPA no Brasil caiu 2,9% de janeiro a março, ou seja, a companhia perdeu mercado já que o setor cresceu mais que a empresa. A alta nas vendas de 4,9% na companhia como um todo teve o efeito da operação internacional, do grupo Éxito.
 
Nesta semana, a companhia também iniciou suas vendas de mercadorias pelo iFood. Na Rappi, a venda se iniciou em fevereiro e as 136 lojas servem como ponto de coleta de mercadorias para a entrega da compra on-line; já na Corrnershop, 310 lojas começaram a atender o grupo varejista.
 
Dentro do seu próprio marketplace, o GPA pretende focar em oito categorias como, por exemplo, cervejas artesanais, petcare, vinhos, entre outros cujo foco maior seja condizente com as lojas que são referência de mercado.
 
Concorrência
 
O Grupo Carrefour Brasil teve vendas de R$ 5,4 bilhões no mesmo período, crescendo 9,6% considerando as vendas on-line e lojas físicas. Ao ser perguntado por analistas sobre o fato do concorrente ter melhores números no primeiro trimestre, o presidente da companhia rebateu: “Nós, comparados a eles, temos diferentes mix de vendas, por isso o impacto é diferente". Apesar de mencionar essa composição, a direção afirmou que há um reflexo da estratégia adotada pela própria empresa, que não ajudou na venda de certos itens, como eletroeletrônicos.
 
“Houve uma alta na venda on-line, particularmente na categoria de eletro, e no avanço dos last miles (redes de última milha). Nossos concorrentes tem mais de 70% do crescimento na venda vindo dessas premissas. Nós não estamos focados na venda de eletro no digital e perdemos share nisso, mas não significa que não vamos investir na venda de eletro ao longo do tempo”, afirmou Faiçal.
 
Sobre o segundo trimestre deste ano, o presidente disse também que este período deverá ter algum nível de dificuldade,já que no ano passado o grupo se beneficiou mais com o fechamento abrupto dos restaurantes. “Mas estamos numa taxa de recuperação. Maio veio melhor que abril, e abril foi difícil. Porém, estamos confiantes com a recuperação de posicionamento no segundo semestre”, concluiu.

Fonte: Newtrade


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