Notícia 17:24 - 09 de outubro de 2019

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, variou -0,04% em setembro, de acordo pesquisa mensal divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa apresentou queda considerável em relação ao mês anterior, quando ficou em 0,11%, e mais ainda na comparação com o mesmo período do ano anterior: setembro de 2018 havia registrado 0,48% de inflação.

O resultado, que representa o menor valor para o mês desde 1998 (quando atingiu -0,22%), foi puxado principalmente pela queda de preços dos alimentos e bebidas, pelo segundo mês consecutivo. “O grupo já tinha apresentado queda em agosto, de -0,35%, que se intensificou para -0,43%, pressionada pela desaceleração da alimentação fora de casa associada à queda de consumo em domicílio”, explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov para o Uol.

Apesar da queda, a taxa ainda está dentro do limite da meta do governo. De janeiro a setembro, o índice acumulou alta de 2,49%. Em 12 meses, ficou em 2,89%, valor abaixo dos 3,43% registrados no período imediatamente anterior. A meta fixada é de manter a inflação em 4,25% no ano, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, ou seja, podendo variar entre 2,75% e 5,75%. Assim, a inflação está chegando à margem do limite mínimo estipulado.

Juros x inflação

Para tentar manter a inflação dentro dos níveis normais, o Banco Central (BC) pode usar a taxa de juros. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e estimular a queda de preços. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para impulsionar o consumo.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária decidiu reduzir taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 6% para 5,5% ao ano, menor taxa desde a criação do órgão. Economistas consultados pelo Banco Central estimam que a inflação no país terminará o ano a 3,42%.

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