Notícia 15:31 - 02 de junho de 2021

Nesta terça-feira (dia 1), a entrevista da SuperVarejo pelo Instagram propôs uma abordagem diferente, com o editor-chefe, Rogério Gatti, comentando sobre as principais notícias da semana, incluindo os conteúdos publicados na nova edição da Revista SuperVarejo, disponível também pelo nosso portal, seguida da participação do supermercadista Rodrigo Canesin, diretor dos Supermercados Canesin, de Ribeirão Preto, e da Rede 10 Supermercados.

Entre outros assuntos, o bate-papo incluiu os impactos do lockdown decretado em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, que era para ocorrer entre o período de 27 até 31 de maio, mas acabou sendo prorrogado por mais dois dias, até hoje, dia 2 de junho, em função do aumento dos números de pessoas infectadas pelo coronavírus, internadas em UTI. 

De acordo com Canesin, o município foi pego de surpresa nessa última prorrogação do bloqueio, com a prefeitura decretando apenas dois dias de vendas para a população realizar todas as suas compras antes dos supermercados e demais estabelecimentos da região fecharem suas portas novamente. Por  conta disso, os prejuízos gerados pelo fechamento às pressas do setor supermercadista foram inúmeros. "Muitos mercados abasteceram suas lojas com a intenção de abri-las rapidamente na sequência. E por conta disso, toda a cadeia de abastecimento ficou comprometida. No nosso caso, por exemplo, grande parte dos perecíveis comprados tiveram que ser descartados", destaca.

A situação também exigiu um maior comprometimento por parte dos funcionários da rede para conseguir atender todos os seus clientes, já que as lojas precisaram adaptar mais rapidamente os seus serviços de delivery e também de drive-thru, que mesmo assim acabou gerando outros conflitos por se tratar de uma opção nova para os clientes. "Os consumidores estão acostumados com o drive-thru de fast-food e querem fazer o mesmo no supermercado. Ou seja, alguns fazem os seus pedidos e na hora da retirada querem acrescentar algo item a mais, dificultando o trabalho dos nossos seletores, por exemplo", explica Canesin.

Por ser dono de uma rede regional, o empresário comentou também que o impacto desse bloqueio não foi maior porque a rede possui um número consideravelmente pequeno de funcionários e isso torna as operações mais flexíveis. Já na questão monetária, o resultado desse bloqueio é inverso, impactando muito mais as pequenas do que as grandes redes varejistas.  

Ou seja, o lockdown adotado às pressas pela prefeitura impactou diversos setores, incluindo o supermercadista. "Fechar os supermercados não trouxe benefício algum para a população. Pelo contrário, o decreto gerou mais aglomerações, antes e depois dos fechamentos, gerando uma ansiedade de estocar por parte do consumidor, que foi às lojas desesperado, antes dos fechamentos, e depois, após a reabertura, com o consumidor voltando às lojas e se aglomerando para reabastecer sua dispensa, querendo ser atendido naquele momento, independente dos horários escalonados", conclui. 


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