Artigo 11:00 - 12 de setembro de 2019

“Em uma empresa só existem dois tipos de pessoas: os que vendem e os que ajudam a vender!”. Com esta frase de impacto comecei uma palestra para os funcionários das áreas meio de uma grande rede supermercadista. Foi um reboliço e tanto. Consegui afastar a sonolência típica dos eventos pós-almoço e despertar a atenção e curiosidade dos participantes, tirando-os um pouco da zona de conforto a que estão habituados.

No âmbito interno de um supermercado, padaria ou mercearia, os profissionais das chamadas áreas funcionais – Administrativo, Financeiro, TI, Logística de Entrega etc - também são vendedores. Se você trabalha em uma dessas áreas, deve pensar que, em vez de chefes, tem clientes, que são todos aqueles aos quais você precisa entregar algo para que atuem melhor com os clientes finais da empresa. São chamados de “clientes internos”. A turma de TI compreende exatamente o que estou falando. Sabe que necessitam vender internamente ideias sobre novas plataformas tecnológicas, softwares e equipamentos. Além disso, às vezes, gasta mais tempo vendendo soluções internamente para os usuários de seus serviços, do que trabalhando no conteúdo da sua especialidade.

Somos todos vendedores. Estamos sempre vendendo, seja um produto, serviço, ideia ou imagem. Vendedor não é apenas aquele que tira um pedido de compra. Engana-se quem pensa que vendas é uma profissão exclusiva daqueles que ficam no balcão de uma loja esperando o cliente. Ser vendedor não é tampouco um clube restrito a corretores de seguros ou de imóveis e, tampouco, dos propagandistas farmacêuticos ou de quem sai de porta em porta oferecendo produtos em catálogos.

Ser vendedor é uma espécie de “metaprofissão”, complementar a todas as outras. Todos que trabalham com atendimento são vendedores. Nossos clientes são nossos melhores vendedores. Aliás, eu sempre nomeio meus clientes como “diretores do Departamento de Vendas Boca a Boca” da minha empresa. Aliás, o “boca a boca” modernizou-se para o “byte to byte”, paraíso dos famosos influencers. Até mesmo o cobrador de contas atrasadas é um vendedor. Estamos sempre vendendo algo, mesmo quando estamos apenas projetando uma imagem da empresa que representamos, inclusive quando estamos fora do ambiente profissional, em um restaurante ou uma festa.

Pense e aja como um vendedor(a), independentemente da sua ocupação formal.

#SomosTodosVendedores #Oquevocêvaivenderhoje?

*Cesar Souza, presidente da Empreenda Consultoria, palestrante e autor de “Clientividade®: Como Oferecer o que o Seu Cliente Valoriza” (Best Business, 2016) e “SuperDicas para Conquistar Clientes” (Saraiva, 2012)