Notícia Entrevista 16:55 - 16 de junho de 2021

No bate-papo da SuperVarejo desta terça-feira (dia 15) com Nina Rentel (no destaque), diretora de operações da organização social Gerando Falcões, ficou notável a importância das contribuições sociais nas periferias, principalmente durante esse período de pandemia, e como isso também influencia na economia do país.

Responsável por trabalhar com a prosperidade da juventude periférica, que no caso da Gerando Falcões teve início no extremo leste de São Paulo, há 10 anos, Nina explica que a instituição arrecadou somente este ano o valor médio de R$ 58 milhões, com a campanha Corona no Paredão, Fome Não. "Com este valor realizamos doações de cestas básicas e de cartões de compra, com duas parcelas de R$ 150, para famílias as em situação de vulnerabilidade social."

A circulação do cartão não beneficia somente os que usufruem dele, mas também as redes de supermercados regionais de todos os estados brasileiros. "Uma prova disso é que os donos dos mercados locais já conseguiram disponibilizar uma maior quantidade e melhor qualidade de produtos em suas gôndulas. E na outra ponta percebemos que assim que as pessoas adquirirem o cartão, elas vão diretamente para o mercado comprar perecíveis", acrescenta a diretora.

Além desse projeto, a organização atualmente trabalha também com o Favela 3D - Dignos, Digitais e Desenvolvidos -, que enfatiza a transformação das favelas em torno desses três quesitos, a fim de que o conceito de pobreza se torne algo a ser levado para o museu, tornando-se um passado para todos. "A pobreza é multidimensional. A integralidade do problema não pode ser simplificada e nem atribuída a um único ator, que trará todas as soluções, trabalhamos nisso", completa Nina.

Por fim, Nina destaca que a Gerando Falcões continua recebendo doações e que elas podem ser feitas por pessoas físicas ou jurídicas, com valores a partir de R$ 50. Além disso, é possível contribuir com a "doação anjo", feita em grupo ou voluntariado.

Imagem de capa: iStock


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