Notícia 15:23 - 03 de dezembro de 2019

O PIB brasileiro cresceu 0,6% no terceiro trimestre de 2019, em comparação com os três meses anteriores, e 1,2% ante mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje (03/12). A alta está associada ao aumento do consumo das famílias e o investimento privado, totalizando um valor corrente de R$ 1,842 trilhão entre julho e setembro.

Entre os setores que aumentaram em faturamento, destacam-se a pecuária (1,3%), a indústria (0,8%) e os serviços (0,4%). Apesar da melhora e do resultado acima do projetado por especialistas, o PIB ainda está 3,6% abaixo do pico da série, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

Segundo avaliação da coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, para o G1, o valor atual mantém a economia em um patamar semelhante ao que se encontrava no terceiro trimestre de 2012.

Maior consumo

O consumo das famílias, que é responsável por mais de 60% do peso do PIB, acelerou 0,8% em relação ao trimestre anterior, alcançando o melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2018, quando também avançou 0,8%.

Isso pode ser explicado pela queda da taxa básica de juros (Selic), inflação baixa, expansão do crédito, saques do FGTS e recuperação do mercado de trabalho, ainda que lenta e puxada pela informalidade.

Construção civil puxa investimentos

Os investimentos expandiram em 2% neste período, principalmente devido à construção civil, que desde o trimestre anterior passou a mostrar recuperação após 20 trimestres consecutivos de queda. A pesquisa mensal de desemprego do Instituto já vinha mostrando movimento positivo na construção, com crescimento de empregados na área, em meio a um número maior de lançamentos e do volume de novos financiamentos imobiliários.

Por outro lado, o consumo do governo caiu 0,4% entre julho e setembro. “Estamos com restrição orçamentária nos três níveis de governo, o que está puxando a economia para baixo. E o setor externo também está puxando para baixo, com as importações crescendo e as exportações caindo já há três trimestres”, destaca Rebeca.

Expectativas de mercado

Segundo especulações de analistas, a economia do Brasil deve fechar o ano com um saldo de 0,99%. Este número é consideravelmente inferior às projeções otimistas de janeiro, quando atingiram projeção de 2,5%.

Já para 2020, a média das estimativas do mercado subiu na semana passada para 2,22%, a quarta alta seguida.

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