Notícia 17:09 - 12 de agosto de 2019

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto, apresentou retração de 0,13% no segundo trimestre, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (12/08). O recuo entre abril e junho foi verificado na comparação com o primeiro trimestre de 2019, após ajuste sazonal. Como a atividade econômica já havia recuado 0,2% nos três meses anteriores, a economia pode ter entrado em recessão técnica – que se caracteriza por dois trimestres seguidos de queda do PIB.

No entanto, o número é apenas um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB – que é calculado pelo IBGE -, e será divulgado no dia 29/08. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na recessão técnica é considerada a possibilidade de recuperação no curto prazo. Diferente da recessão de fato, quando a situação do país está se deteriorando significativamente.

O fraco resultado do segundo trimestre deste ano já era esperado por economistas, segundo o G1. Isso porque os componentes do PIB já haviam indicado atividade em baixa no período. O setor de serviços, por exemplo, registrou queda de 0,6% no segundo trimestre, enquanto a produção industrial teve queda de 0,7% e as vendas do comérico caíram 0,13%. Apesar dos declínios, a previsão oficial ainda é de alta do PIB de cerca de 0,8% para o final deste ano.

Relatório Focus

Também divulgado hoje - o relatório do Banco Central que prevê o crescimento da economia, inflações e taxa de juros - reduziu a projeção para a economia de 0,82% para 0,81%. Os analistas também diminuíram a previsão da inflação de 3,80% para 3,76%.

FGTS e reforma da Previdência

Com o anúncio da liberação de R$ 42 bilhões das contas do PIS e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), com efeito em 2019 e 2020, a projeção do PIB tem tendência de aumentar. Se todos os recursos forem sacados, o impacto sobre o PIB este ano seria de 0,26% e 0,59% no ano seguinte, segundo estimativa do Instituto Fiscal Independente (IFI).

Além disso, economistas acreditam que a aprovação da reforma da Previdência também contribuirá para o crescimento da economia nos próximos meses, já que os investidores se sentirão mais seguros em investir e gerar empregos em um país com as contas mais arrumadas.


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