Notícia 10:41 - 17 de setembro de 2020

Se você quer deixar o seu negócio ainda mais adaptado aos novos tempos e oferecer a conveniência que o shopper deseja, vale a pena ficar de olho no conceito do varejo sem toque, sem contato ou, ainda, touchless retail.

Para o especialista em tecnologia, inovação e tendências, Arthur Igreja (foto ao lado), o setor supermercadista, independentemente do tamanho, tem plena capacidade de abraçar a tendência. “Mas o processo terá todos os tons de adesão. Vão ter mercados mais preocupados e com mais condições de investir, outros, menos”, diz.

De uma forma ou de outra, ele enfatiza que minimizar os pontos de contato no PDV é uma necessidade global e o varejo do mundo inteiro está tentando acolhê-la. Algumas recomendações do especialista para a jornada do consumidor na loja: 

* Na entrada do PDV, eliminar o ticket de estacionamento ou utilizar sensores à distância.

* Realizar campanhas dentro dos estabelecimentos para os consumidores tocarem no produto apenas se forem comprar, evitando a manipulação excessiva dos itens.

* Facilitar ao máximo a visualização de preços, itens e promoções.

* Usar e abusar dos aplicativos e das soluções tecnológicas para se relacionar com o cliente.

* Optar por não emitir cupom fiscal e enviá-lo por e-mail, SMS ou WhatsApp.

* Investir em soluções para pagamentos por aproximação e QRCode.

Carteira contactless

Os novos meios de pagamento estão entre as maiores tendências para o setor, no que diz respeito ao conceito do varejo sem toque e, do maior ao menor negócio, podem ser implantados com relativa facilidade. “Nossas soluções podem ser empregadas em todos segmentos e tamanhos de negócios, sem nenhuma restrição”, confirma o vice-presidente de negócios e marketing na Getnet Brasil, Pedro Cardoso (em destaque na foto).

“Uma dessas soluções é o terminal preparado para suportar transações contactless (NFC) e de QR Code”, explica, adicionando que esse mesmo terminal também aceitará pagamentos com Pix quando o produto for lançado ao mercado.

Outros serviços bastante utilizados pelo varejo, de acordo com Cardoso, são os pagamentos digitais, que permitem a estruturação de wallets proprietárias, ou que acontecem via apps. “Um exemplo é o aplicativo Shell Box, que conta com tecnologia para processar os pagamentos dos clientes”, exemplifica Cardoso.

Para o CEO e cofundador da PagBrasil, Ralf Germer, outro recurso que entrega conveniência ao varejista é o link de pagamento. “Funciona tanto no meio digital quanto no PDV e não exige integração técnica, possibilitando que empresas iniciem o processamento de pagamentos imediatamente”, diz.

Supermercados autônomos

A market4u, que começou a ser desenvolvida no ano passado em Curitiba, é uma startup cuja proposta é viabilizar a instalação de mercados inteligentes e autônomos dentro de condomínios. “Atualmente, estamos presentes em mais de 20 cidades brasileiras, com mais de 50 mil clientes ativos”, explica o CEO, Eduardo Córdova.

O modelo é o seguinte: para os moradores fazerem as compras, basta baixar o aplicativo, preencher o cadastro e efetivar o pagamento online dos produtos. Sem deixar o calor humano do varejo tradicional de lado, dentro do aplicativo a empresa oferece atendimento por áudio bidirecional – o que permite à equipe interagir com cada consumidor ao vivo, na hora da compra. 

“A nossa operação é estruturada em cima do touchless retail. Além de não precisar interagir com um atendente fisicamente, toda compra e pagamento são feitos pelo app.”

A empresa, que atualmente comercializa mais de dois mil SKUs customizados por unidade, viu o seu faturamento crescer 2.000% nos últimos meses. De uma loja, saltaram para mais de 150, com 200 em fase de implantação e mais de 300 licenças vendidas. “Nossa meta é chegar a 50 mil unidades em quatro anos”, revela Córdova.

Quer ler mais sobre tendências que farão a diferença no varejo? Clique e descubra oito movimentos que vão afetar o futuro do seu negócio.

Imagem de capa: iStock
 

 


Veja também