Notícia 14:58 - 19 de maio de 2020

O estudo realizado pela Accenture, no primeiro trimestre deste ano, revela que o comércio brasileiro teve uma queda de 75% no seu faturamento, devido ao isolamento social e consequentemente a diminuição de gastos. Entre os setores, o turismo foi um mais afetados, com baixa de 75%, seguido do vestuário (-66%), bares e restaurantes (-60%).

Em contrapartida, os supermercados viram o seu faturamento crescer 16%. E assim como este setor, a projeção do estudo é de que outras áreas também se recuperem no decorrer dos meses, como por exemplo, o de vestuário, produtos de beleza, eletrodoméstico, vendas diretas, serviços de mobilidade e serviços médicos, de uma forma mais avançada; e as academias, eventos, turismo, bares e restaurantes, em um ritmo mais lento.

Enquanto essa aceleração não acontece, a pesquisa revela que do início do més de março até o dia 13 de maio, o total da queda do faturamento no varejo brasileiro registrou -30,1%. 

"O que está sendo discutido nesse período de pandemia tende a ser mais digital, colaborativo e com menos contatos pessoais. Com isso, é possível que exista uma aceleração da tendência de digitalização dos serviços bancários e de pagamentos, assim como está sendo percebido em outras indústrias, como na implementação de telemedicina e no fortalecimento do Ensino à Distância", avalia Edlayne Burr, diretora-executiva e líder de Estratégia para Pagamentos da Accenture na América Latina.

Neste aspecto, a longo prazo a Accenture cogita que a pandemia possa ajudar a acelerar e consolidar iniciativas de digitalização do dinheiro, como as transações contactless (sem contato) e os pagamentos instantâneos.

Imagem de capa: iStock

 


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