Notícia 16:45 - 08 de julho de 2021

De janeiro a maio deste ano, o setor de supermercados acumulou a alta real nas vendas de 5,32% (deflacionado pelo IPCA/IBGE). É o que aponta o Índice Nacional de Consumo dos Lares Brasileiros ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), calculado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados. O levantamento revela inclusive que o autosserviço nacional não só apresentou desempenho positivo no mês de maio, como também se manteve em alta pelo quinto mês. 

O cenário do mês de maio foi marcado inclusive pela injeção de R$ 25 bilhões na economia, provenientes do pagamento da primeira parcela do 13° salário para 31 milhões de beneficiários do INSS. Além disso, 24 lojas com cerca de totalizando 77.500 m² e 300 check-outs foram inauguradas, empregando 3.550 funcionários diretos. 

"Além dos dados apontarem que o varejo continua investindo e empregando, esse é o setor da economia que mais emprega no país. Hoje o setor rende cerca de dois milhões de empregos diretos, enquanto os indiretos passam de um pouco mais de três milhões", relata Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS.

Já a Abrasmercado - cesta que utiliza como métrica os 35 produtos mais vendidos nos supermercados - teve um aumento de 1,52% em relação a abril, passando de R$ 643,67 em março para R$ 653,42 no mês seguinte. Os produtos com as principais variaçõs foram: o ovo (11,4%), a carne dianteira (9,7%) e a carne traseira (5,6%). No caso das quedas os destaques foram para: o pernil (-7,4%), arroz (-4,5%) e leite longa vida (-3.5%). Com relação a maio, o tomate teve a maior alta nacional (7,12%), seguida pelo biscoito cream cracker (3,58%), o arroz (1,92%), e a cebola, com maior queda (-11,47%), 

Além disso, cinco regiões do país tiveram alta nos preços da cesta Abrasmercado no mês de maio. A maior oscilação foi no Sul (2,10%), onde a cesta passou de R$ 694,99 para R$ 709,59. E na sequência o Nordeste (2,01%), onde a cesta subiu de R$ 569,78 para R$ 581,26. Nas capitais e principais regiões pesquisadas, a cesta só baixou de preço em João Pessoa (PB) com -0,75%, passando de R$ 557,80 para R$ 553,62. Nos estados, a maior elevação no custo da cesta foi no Rio Grande do Norte, com 6,51%, saindo de R$ 565,81 para R$ 602,65. 

Em um cenário de prorrogação do auxílio emergencial, aceleração das vacinações e de queda nos preços da soja, milho, farelo e suíno, a ABRAS antecipa que para o segundo semestre de 2021 as projeções serão positivas. "Há fatores que justificam essa aposta. Entre eles, a segunda parcela do 13º aos beneficiários do INSS, o auxílio emergencial prorrogado até outubro e o segundo lote da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física, com mais R$ 6 bilhões pagos aos contribuintes só via imposto de rendo", completa Milan. 


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