Notícia 15:29 - 13 de janeiro de 2021

Imagine um supermercado do futuro, no estilo dos desenhos da família Jetsons, com hologramas sensíveis a um simples toque (conforme testes realizados na Itália), além de aparelhos de rastreabilidade? Detalhe: sem prateleiras, claro.

Quem assistiu nossa primeira live do ano, nesta terça-feira (dia 12), conferiu todos os detalhes dessa futura realidade, detalhada pelo professor, fundador da CPC (Carlos Piazza Consultoria) e Owner & Principal, Carlos Piazza. O bate-papo foi tão enriquecedor em termos de projeções tecnológicas que passam não só pelo varejo como também pela indústria de alimentos e as vacinas, que a partir desta matéria pretendemos desmembrar aqui, nos próximos dias, cada assunto discutido por ele.  

“A pandemia acelerou esse futuro de 10 a 15 anos. E o consumidor talvez tenha sido o fator mais perverso dentro desse ambiente de aprendizado para todo mundo. Afinal, da noite para o dia, ele precisou consumir com o mínimo de contato, enquanto o varejo continua parado no tempo, com a mesma lógica utilizada há anos”, explica Piazza.

Agora, neste novo ano, de acordo com ele, as decisões de consumo devem girar em torno da vacina. “Ela vem para conter o contágio e não para salvar todo o mundo. E quando não se tem garantia de nada (em termos de emprego, renda e cenário econômico), como deve acontecer em 2021, o comportamento do consumidor tende a mudar. Por isso, o digital seguirá a todo vapor, com as empresas aprendendo a se adaptar, de forma muita rápida, como foi em 2020”, descreve o executivo, destacando como consequência a importância do varejo oferecer cada vez mais experiências. “Ir para a loja deverá ser uma inovação para o cliente, uma espécie de experiência turística ou de lazer, do que propriamente sair para consumir”, defende.

O supermercado do futuro

Assim como os demais setores, Piazza acredita que as feiras livres viraram grandes concorrentes dos supermercadistas durante a pandemia, a partir do momento em que elas deram a largada ao oferecer um mix de produtos itinerante, geralmente transportados de ônibus, até a casa dos seus clientes. Com exceção da rede Hirota Food Supermercados, que também passou a atuar dentro dos condomínios.

“Neste momento, a cultura de ir aos grandes supermercados foi demolida, após os canais online, e ir até eles será uma experiência. Portanto, acreditamos que o supermercado do futuro será parecido com os grandes mercados da Idade Média, onde havia uma economia circular criativa. Um centro de múltiplas atividades, onde se pode não só comprar, como também comer e circular por diferentes setores, parecido com o que já existe hoje em Berlim. Tudo com muita tecnologia em todo o processo de compra, incluindo hologramas com informações sobre o produto e o fabricante, caixas sem operadores, de forma a oferecer o máximo de experiências possíveis”, descreve.

No melhor dos mundos, é como se ao entrar dentro do supermercado, o cliente pudesse selecionar tudo que precisa, de forma prática e rápida, utilizando apenas o reconhecimento facial. “Sites de pets já fazem isso. Eles mostram a reação, por exemplo, de um cachorro, para o seu dono entender se ele gostou de um produto ou não. Por que não imaginar que isso certamente também vai acontecer com os seres humanos? Afinal, nosso olho é mortal: pode escolher, comprar e debitar, tudo através de uma nuvem. Portanto, o que falamos hoje pode não servir mais amanhã. É preciso antecipar as mudanças e para isso, o darwinismo está colado no futurismo estratégico”. Deve ser por essas e outras que Piazza é conhecido no mercado como "darwinista digital". Fica a dica!

 

 


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