Notícia 15:33 - 16 de setembro de 2021

O Pão de Açúcar já é reconhecido no varejo alimentar como referência para quem procura alimentos naturais, orgânicos e saudáveis. A rede foi uma das pioneiras, no Brasil, na venda de orgânicos no grande varejo, trazendo os primeiros itens para as gôndolas há mais de 20 anos.

Embora a procura por produtos orgânicos venha crescendo continuamente, com consumidores buscando mais qualidade de vida e mudando sua alimentação, com a chegada da pandemia, ela aumentou de forma significativa. No Pão de Açúcar, o segmento já está consolidado e a rede busca promover e incentivar o consumo desses produtos, apresentando iniciativas que ampliam a oferta e também facilitam o acesso a alimentos frescos e de qualidade.

As lojas disponibilizam um grande sortimento de frutas, legumes, verduras, além de bebidas, geleias, cookies, arroz, entre outros produtos que ajudam a formar todos os tipos de refeições diárias, segundo Christiane Cruz Citrângulo, diretora de Operações do Pão de Açúcar.

Evelyn Dias, fundadora e CEO da Santa Food — agfoodtech de impacto com foco na cadeia de orgânicos —, afirma que a busca por esse tipo de produto aumentou mais de 100% na pandemia: “A procura aumentou mais de 170% nos últimos 12 meses. E percebemos em nossas operações esse crescimento. Desde que lançamos a plataforma, em março deste ano, nosso crescimento médio mensal de volume de vendas passou para 32%, com recorrência de compras de produtos in natura e processados de 36%/mês. O ticket médio está crescendo mensalmente”.

A Santa Food dá o match entre a rede de produtores, as cooperativas e as associações de orgânicos na cidade de São Paulo, de forma organizada por microrregiões.

No Pão de Açúcar, o aumento do interesse pelos orgânicos também foi sentido e se mantém em alta, não apenas nas sessões de FLV, como também em outros setores. “Os consumidores estão cada vez mais atentos à alimentação saudável em geral, mas, durante a pandemia, percebemos mudanças de comportamento e aumento da procura por legumes e bebidas orgânicos, principalmente nas seções de FLV, mas também em itens de mercearia. Hoje, existem alternativas orgânicas para quase todas as categorias, de itens como palmito, azeite, sucos, biscoitos e massas até os menos comuns, como energéticos, vinhos e macarrão integral. Todos muito bem recebidos e procurados pelos clientes”, diz Christiane.

Preço ainda é o maior desafio

Muitos consumidores ainda rejeitam os orgânicos devido ao preço mais elevado. Diante desse desafio, cada rede encontra sua forma de trabalhar. “Temos implementado diversas iniciativas para aumentar a acessibilidade dos consumidores brasileiros aos produtos orgânicos. Entre as principais estão a seção a granel com preços até 30% menores; a inclusão de uma linha de itens orgânicos fora do padrão em sua marca própria Taeq; a venda desses produtos pelo e-commerce e a organização, em 2018, do Espaço Saudável, que reformulou completamente a exposição das categorias com a criação de uma seção exclusiva para essas linhas de produtos. Além disso, oferecemos, todas as quartas e quintas-feiras, uma ação específica para orgânicos, com 20% de desconto em todos os itens para clientes Pão de Açúcar Mais”, lista Christiane.

Para Evelyn, o acesso direto a pequenas redes de produtores pode ser uma das maneiras de enfrentar o problema, que aflige todo o segmento supermercadista. “Com planejamento de produção e demanda, essa iniciativa acarreta redução dos custos em toda a cadeia, podendo levar a uma queda no preço do produto final de até 30%”.

Ela também aponta como uma das questões mais complexas o processo logístico de orgânicos, que ainda gera perdas. Cita, ainda, o planejamento estruturado de maneira inadequada, que pode causar escassez ou excesso de produtos nas gôndolas: “Percebemos que a maior perda ocorre no processo logístico, exatamente por conta da produção não planejada de acordo com a necessidade de consumo por região, o que encarece os custos da cadeia”.

Clique aqui para saber mais sobre o crescimento da categoria de orgânicos.

 


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