Notícia Entrevista 14:09 - 24 de junho de 2021

Com cerca de 5 milhões de habitantes, a Nova Zelândia atualmente está sendo capaz de não só estabilizar a situação causada pela pandemia, como também flexibilizar as diversas medidas de segurança, necessárias em quase todo o mundo. E grande parte desses feitos se devem ao fato do país ser insular (formado pelas Ilhas do Norte e do Sul, além de outras menores), portanto, considerado pequeno demograficamente. 

Mas e quanto ao seu aspecto comercial? Nesta terça-feira (22), a SuperVarejo entrevistou Chris Metcalfe, vice-cônsul da Nova Zelândia e comissário de comércio para o Mercosul, e Silvia Roizemblatt, gerente de desenvolvimento de negócios do consulado, que comentaram, entre outros assuntos, sobre a dificuldade de se trabalhar em um mercado restrito como esse e a necessidade de movimentar a economia, por meio da exportação, com o apoio do órgão governamental em que ambos atuam.

Para começar, esse tipo de serviço é ofertado a qualquer empreendedor que tiver interesse nos produtos ou técnicas de mercado neozelandesas. "Focar nas empresas da Nova Zelândia é algo que demanda muito investimento, o que se torna difícil porque somos um país pequeno. Por conta disso, o governo enxergou como possibilidade o auxílio do consulado na exportação e manutenção de empresas fora do país", explica Chris.

Ao especificar a atuação do consulado, Silvia relata o trabalho que costuma ser realizado diretamente por eles: "fazemos a prospecção e o estudo do mercado, oferecemos informações sobre os impostos, auxiliamos com a legislação, informamos quais são as exigências para entrar no mercado neozelandês e a busca pelos melhores parceiros. Além disso, oferecemos também conhecimentos gerais sobre os modelos de mercado, sem nenhum interesse comercial, cobrança ou taxa de consultoria", destaca. 

Quanto aos produtos, a Nova Zelândia é muito lembrada hoje pelos seus kiwis, tanto o verde quanto o amarelo, que são fortemente exportados para o Brasil. Mas além dessa fruta, Silvia destaca outros diversos produtos em alta, para exportação no país, que poderiam despertar o interesse de outros países, como por exemplo, os vinhos e as cervejas de diversos rótulos — já disponiblizados por redes como o GPA ; as maçãs rockit; os pescados; legumes e congelados, e até a carne de cordeiro, da qual o país se orgulha por ser o maior exportador do mundo.

Atualmente, o Brasil é o terceiro maior país da América Latina a comercializar os produtos da Nova Zelândia, inclusive com o foco e relações em comum quando se trata de produção alimentícia e agronegócio. Neste quesito, Chris destaca como funciona o varejo entre os dois países: "ambos são pioneiros em novas tecnologias para soluções de mercado, o que justifica a parceria."

De acordo com eles, os benefícios dessa parceria entre Brasil e Nova Zelândia são inúmeros e incluem não só a seriedade, enfatizada por Chris, como também a garantia e a qualidade dos produtos, além da certeza de se tratar de uma relação duradoura e de ganha-ganha: "É uma parceria de sucesso, que agrega valor, começando com os produtos pequenos, mas que eventualmente podem crescer e aumentar o mix", conclui Silvia. 


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