Notícia 09:35 - 28 de outubro de 2020

Considerada uma das datas mais importantes para o varejo, a Black Friday, que acontecerá no dia 27 de novembro, deve impulsionar as vendas do mês de novembro e servir como termômetro para as compras de Natal. Segundo a FecomercioSP, esse aumento nas vendas pode chegar a 3%, na comparação com o mesmo período do ano passado, e deve ser impulsionado pelos setores supermercadista e de material de construção.

Além disso, o setor de eletroeletrônicos também espera um melhor desempenho nessa data, já que se as previsões é de que o varejo termine o ano com uma queda de 3%, um cenário melhor do que o previsto no início da pandemia.

Apesar do otimismo, a Federação destaca que a abertura gradativa dos estabelecimentos não será suficiente para recuperar as perdas do setor em 2020. O grau de incertezas em relação à economia ainda é grande, principalmente em relação às variáveis de emprego e renda. 

Dicas da FecomercioSP para esta Black Friday

De acordo com a Federação, os empresários até podem reduzir suas despesas para oferecer preços mais baixos, mas precisam estar atentos para não comprometer suas margens de lucro. E para isso é preciso: mensurar mais os custos, checar o estoque antecipadamente e planejar a gestão de fornecedores para, só então, estipular os descontos que podem oferecer. Caso contrário, corre-se o risco de vender a preços muito baixos para atrair a demanda da Black Friday e contabilizar prejuízos depois que a data passar.
 
Já para o varejo físico, uma saída pode ser negociar os preços com a cadeia de suprimentos ainda em outubro, especialmente dos produtos que ficaram encalhados ao longo do ano. E no e-commerce, a dica é que os varejistas se mantenham atentos ao fluxo do estoque, garantindo que os consumidores recebam os produtos dentro do prazo. A gestão de estoques, aliás, deve dar a tônica dos bons resultados do setor nesta Black Friday. Por isso, conceder descontos aos produtos que estão parados ou com baixo giro será a principal estratégia para lucrar na data, orienta a assessoria técnica da entidade.
 
A análise dos custos também deve ser refeita, ao ponto do frete grátis ser revisto. Afinal, em um período no qual muitos varejistas tiveram dificuldades no fluxo de caixa, assumir esse custo para vender mais pode significar perdas substanciais este ano.
  
Por outro lado, as pequenas empresas do setor podem ter mais oportunidades do que desafios. Afinal, com mais gente em casa, a tendência é de que os comércios locais sejam mais procurados.

Imagem de capa: iStock

 
 

 


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