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Indústria
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Por Redação
9 de outubro de 2026

Camil registra lucro líquido de R$ 41,3 milhões no 2T26, queda de 47,5% na comparação anual

A receita líquida foi de R$ 2,8 bilhões no trimestre, com a ampliação das vendas de categorias de maior valor agregado

A Camil Alimentos encerrou o 2T26, referente ao período de junho a agosto, com receita líquida de R$ 2,76 bilhões, queda de 7,2% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre, houve crescimento de 3,6%. O lucro líquido somou R$ 41,3 milhões, recuo de 47,5% na comparação anual e avanço de 47,7% frente ao trimestre anterior.

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O EBITDA, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 225,3 milhões, retração de 10% em relação ao segundo trimestre de 2025. A margem EBITDA ficou em 8,2%, enquanto o lucro bruto avançou 1,2%, para R$ 681,9 milhões. A margem bruta atingiu 24,7%, aumento de 2,1 pontos percentuais na comparação anual.

No mercado brasileiro, o volume recuou 2,5%, para 387,5 mil toneladas, enquanto as operações internacionais registraram retração de 8,3%, com 217,1 mil toneladas. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, entretanto, o volume consolidado cresceu 1,9%.

Categorias de maior valor ganham espaço

As categorias classificadas pela companhia como de alto valor agregado, que incluem café, pescados enlatados, massas e biscoitos, foram destaque no período. O volume comercializado desses produtos chegou a 51,6 mil toneladas, crescimento de 14,1% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Já o segmento de alto giro, que reúne grãos e produtos adoçados, registrou volume de 335,9 mil toneladas, queda de 4,6% na comparação anual. De acordo com a empresa, o resultado foi influenciado principalmente pela normalização das vendas de açúcar em relação à base de comparação de 2025, que havia sido beneficiada por exportações pontuais. O desempenho positivo dos grãos compensou parcialmente essa retração.

Nas operações internacionais, que abrangem Uruguai, Chile, Peru, Equador e Paraguai, a redução dos volumes foi impulsionada principalmente pelo desempenho no Uruguai. O avanço das vendas no Chile, Peru e Equador compensou parte da queda. A companhia também destacou a pressão dos preços do arroz na América Latina sobre o segmento, que registrou redução de 18,3% no preço líquido médio em relação ao ano anterior.

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