Por Redação
6 de maio de 2026GPA fecha acordo e reduz dívida em mais de R$ 2 bilhões
Assinatura de negociação com credores melhora perfil financeiro e cria base para recuperação sustentável da rentabilidade
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) concluiu a renegociação de sua dívida no âmbito do processo de Recuperação Extrajudicial. Com adesão de 57% dos credores não operacionais, acima do mínimo legal, o acordo promove uma melhora estrutural no perfil da dívida, incluindo dois anos de carência, alongamento de prazo médio superior a quatro anos, redução do custo financeiro e diminuição de mais de R$ 2 bilhões no endividamento. A operação também reduz a pressão de caixa em mais de R$ 4 bilhões nos próximos anos, ampliando a previsibilidade financeira e a capacidade de execução da companhia.
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“Mesmo em um ambiente de mercado desafiador, concluímos o acordo em menos de 60 dias após o protocolo da recuperação extrajudicial, o que reforça a confiança dos credores na solidez da operação e no plano de transformação do GPA”, afirma Pedro Albuquerque, VP Financeiro e CFO da companhia.
Com a conclusão da renegociação, o GPA passa a operar com uma estrutura de capital mais equilibrada, criando as condições para avançar em suas prioridades estratégicas, com foco em rentabilidade, eficiência e crescimento sustentável.
“A nova estrutura de capital é um passo importante dentro de uma transformação mais ampla que estamos conduzindo, com foco na redução de passivos e na recuperação consistente da rentabilidade. Seguimos disciplinados na execução do plano, com prioridades claras: elevar a experiência dos nossos clientes, aumentar a eficiência operacional e manter rigor na disciplina financeira, tanto na alocação de capital quanto no controle de despesas.”, afirma Alexandre Santoro, CEO do GPA.
Com a liquidez preservada após a renegociação, a companhia segue focada na expansão de margens operacionais, no crescimento das vendas e no endereçamento dos passivos remanescentes. “Entramos em um novo ciclo com uma base financeira mais sólida, maior capacidade de execução e confiança na evolução consistente dos resultados nos próximos anos”, conclui Santoro.
