Por Redação
15 de maio de 2026GPA teve prejuízo líquido de R$ 1,4 bilhão no 1T26
O resultado foi pressionado principalmente por efeitos não recorrentes e sem impacto no caixa, que somaram R$ 1,014 bilhão no trimestre
O GPA anunciou o resultado do primeiro trimestre de 2026, com prejuízo líquido das operações continuadas para R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre de 2026, ante perdas de R$ 93 milhões registradas em igual período do ano anterior. O resultado foi pressionado principalmente por efeitos não recorrentes e sem impacto no caixa, que somaram R$ 1,014 bilhão no trimestre.
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No 1T26, as vendas totais alcançaram R$ 4,8 bilhões, com recuo de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Parte dessa redução está relacionada à execução da estratégia de priorização de canais com maior rentabilidade, com destaque para a descontinuidade do formato Aliados, modelo de venda direta para pequenos comércios, e impactos de portfólio de lojas no período.
Além disso, o trimestre foi parcialmente impactado pela recuperação extrajudicial e manteve-se a tendência observada nos trimestres anteriores. Vale destacar que o mercado alimentar continua operando em um ambiente de demanda mais arrefecida, em meio a um consumo pressionado por fatores econômicos, e à deflação, principalmente em itens de mercearia básica.
No 1T26, o lucro bruto atingiu R$ 1,3 bilhão, com uma margem de 30,4%, esse expressivo avanço de rentabilidade reflete um conjunto de iniciativas estratégicas e operacionais, incluindo a descontinuidade do formato Aliados, da maior rentabilidade do e-commerce, do avanço das receitas de retail media, que no trimestre apresentaram avanço de 45% na comparação anual, de aprimoramentos operacionais contínuos nas bandeiras e formatos, favorecendo ganhos sustentáveis de rentabilidade; e redução de quebras e custo logístico.
A receita líquida caiu 8,2% na comparação anual, para R$ 4,3 bilhões, refletindo a descontinuação do formato Aliados, impactos do portfólio de lojas e a estratégia de priorização de canais mais rentáveis no e-commerce. Ainda assim, as vendas mesmas lojas cresceram 0,6% no período.
“Seguimos conscientes de que ainda há desafios importantes pela frente. A transformação de uma empresa com a relevância e a escala do GPA exige consistência, velocidade de execução e visão de longo prazo. Nossa prioridade permanece clara: fortalecer a operação, preservar liquidez, melhorar rentabilidade e construir uma trajetória sustentável de geração de valor.” destaca Alexandre Santoro, diretor Presidente do GPA.
