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Varejo
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Por Redação
5 de novembro de 2026

Grupo Pão de Açúcar avança na melhoria das margens e na redução de despesa no 3T26

De acordo com primeiro balanço divulgado após homologação do plano de Recuperação Judicial, e considerando apenas as operações continuadas, o prejuízo da companhia foi de R$ 220 milhões, ante o resultado positivo de R$ 142 milhões no terceiro trimestre de 2025

O Grupo Pão de Açúcar divulgou o primeiro balanço após a homologação de seu plano de Recuperação Extrajudicial. A companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 731 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 134 milhões reportado um ano antes. Considerando apenas as operações continuadas, o prejuízo foi de R$ 220 milhões, ante o resultado positivo de R$ 142 milhões no terceiro trimestre de 2025.

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No trimestre, as vendas líquidas da companhia totalizaram R$ 4,6 bilhões, queda de 6,5% em relação ao 3T25. Segundo Alexandre Santoro, CEO do GPA, os resultados estão relacionados com as mudanças no portfólio e no modelo de negócios da companhia, como a descontinuação da operação de Aliados, o encerramento da parceria de fulfillment nos centros de distribuição e a venda da Stix.

“Além dos efeitos dessas decisões estratégicas, o desempenho das vendas nas mesmas lojas - que recuaram 1,4%, também refletiu um ambiente de consumo desafiador, marcado pela pressão sobre o poder de compra e pelo maior comprometimento da renda das famílias”, explica.

Com o EBITDA ajustado de R$ 482 milhões no terceiro trimestre de 2026 - alta de 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado -, a margem avançou 2,7 pontos percentuais, passando para para 11,7%, refletindo os ganhos das iniciativas adotadas nos últimos trimestres para priorizar operações mais rentáveis, reduzir custos e aumentar a disciplina na gestão de despesas.

A margem bruta chegou a 30,7% - alta de 3,1 pontos percentuais em relação ao 3T25. Nos primeiros nove meses de 2026, a companhia capturou R$ 365 milhões em eficiências, o equivalente a aproximadamente 88% da meta de R$ 415 milhões prevista para 2026. As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 821 milhões, redução de 7,8% na comparação anual.

“O terceiro trimestre mostra avanços concretos na execução da nossa estratégia, especialmente na melhoria das margens e na redução de despesas. São resultados importantes, mas temos clareza de que ainda há muito a fazer. Nosso principal desafio é retomar o crescimento sustentável e rentável das vendas, fortalecendo a competitividade das nossas bandeiras e a geração de caixa. Temos prioridades bem definidas e seguimos executando com foco e disciplina”, afirma Alexandre Santoro.

Na frente operacional, a companhia avançou na regionalização da gestão de lojas buscando adequar o sortimento às características e preferências dos consumidores de cada região, além de ampliar a participação de fornecedores regionais. Além disso, avançou na revisão da proposta de valor e no reposicionamento da bandeira Extra Mercado.

Com a homologação do Plano de Recuperação Extrajudicial, o GPA passa a contar com uma estrutura financeira mais alinhada à sua capacidade de geração de caixa. O prazo médio da dívida foi ampliado de 2,1 para 6,4 anos, enquanto os pagamentos previstos até 2028 foram reduzidos de R$ 5,2 bilhões para aproximadamente R$ 400 milhões.

“A homologação da Recuperação Extrajudicial representa um avanço fundamental na reorganização financeira do GPA. Mas sabemos que a transformação da companhia vai além da estrutura de capital. Nossas prioridades seguem sendo simplificar a operação, fortalecer nossa proposta de valor e recuperar o crescimento rentável das vendas. Temos consciência dos desafios que temos pela frente e confiança na nossa estratégia, na capacidade das nossas equipes e na disciplina de execução para construir um GPA mais sólido e sustentável”, conclui Santoro.

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