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Economia
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Por Redação
23 de fevereiro de 2026

Varejo brasileiro registra queda de 1,3% em janeiro

Setor de supermercados registaram alta de 1,4% no mês

O varejo brasileiro registrou queda de 1,3% em janeiro, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Na comparação anual, o setor apresentou retração de 5,9%, refletindo o início de 2026 em um patamar inferior ao do ano anterior, mesmo após um 2025 desafiador para o consumo.

Entre os oito segmentos analisados, apenas Hipermercados, Supermercados e Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo registraram alta mensal (1,4%), influenciados pela recente deflação da alimentação no domicílio. Os setores com retração incluíram Artigos Farmacêuticos e Combustíveis e Lubrificantes (-5,6%), Material de Construção (-3,3%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (-1,9%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-1,5%) e Móveis e Eletrodomésticos (-0,3%). Tecidos, Vestuário e Calçados permaneceram estáveis.

No comparativo anual, todos os segmentos apresentaram queda. As maiores retrações foram em Combustíveis e Lubrificantes (-15,1%), Artigos Farmacêuticos (-7,5%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (-6,7%). Outros setores registraram recuo entre 4,2% e 5,5%, incluindo Hipermercados e Alimentos (-4,2%) e Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (-5,5%).

No recorte regional, apenas o Amapá registrou crescimento anual (2,9%). As maiores quedas ocorreram no Rio Grande do Sul (-10,2%), Rio Grande do Norte (-7,6%) e Amazonas (-7,3%). Estados do Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste apresentaram retração generalizada, refletindo o impacto do alto endividamento das famílias e do custo elevado do crédito.

Segundo Guilherme Freitas, economista da Stone, “o dado regional mostra um enfraquecimento amplo da atividade, com perdas em praticamente todas as regiões. O fato de apenas um estado apresentar crescimento evidencia que o consumo segue pressionado de forma generalizada”.

O levantamento reforça que o início de 2026 trouxe desafios para o varejo brasileiro, com setores essenciais, como alimentos e bebidas, conseguindo crescimento limitado, enquanto categorias mais sensíveis às condições financeiras enfrentam retração mais intensa.

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