Por Redação
11 de março de 2026Covabra projeta alta de 30% em 2026 com maturação de lojas, expansão logística e avanço do e-commerce
Após crescer 20% e gerar mil empregos em 2025, a rede varejista aposta na consolidação de novas unidades, ampliação do Centro de Distribuição e evolução da omnicanalidade para sustentar o novo ciclo de expansão
O Covabra Supermercados inicia 2026 com uma meta clara: crescer 30% em faturamento sustentado por maturação das lojas abertas no último ciclo, avanço do e-commerce e fortalecimento da eficiência logística. Após encerrar 2025 com alta de 20% e a geração de mil empregos, a companhia prepara novas inaugurações e amplia sua estrutura para suportar um plano de expansão que combina escala física, digitalização e disciplina financeira.
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À frente da rede, o presidente Dioner dos Santos detalha que as unidades inauguradas recentemente foram concebidas para superar a média histórica de faturamento por loja, com maior área de vendas, sortimento ampliado e política comercial mais agressiva. Para 2026, o crescimento deve vir principalmente da maturação dessas operações, enquanto o e-commerce, ainda pouco representativo no total da receita, avança em ritmo percentual superior ao das lojas físicas.
No centro da estratégia estão supermercados de grande porte, investimento prévio em logística para evitar rupturas e uma gestão rigorosa de custos para garantir rentabilidade em meio a um cenário desafiador de margens no varejo. A integração entre marketing, trade, comercial e digital sustenta a omnicanalidade, enquanto o foco na experiência de compra e na fidelização — com mais de 96% das vendas identificadas via CRM e 82% concentradas em clientes fiéis — reforça a base financeira da companhia. A seguir, confira a entrevista na íntegra com o presidente da rede Covabra Supermercados.
[SuperVarejo] O Covabra encerrou 2025 com crescimento de 20% e geração de mil empregos. Quais foram os principais vetores desse desempenho nas novas unidades de Indaiatuba, Limeira e Paulínia?
[Dioner dos Santos] As novas unidades foram projetadas para terem um faturamento maior que a média da rede por loja, focando em uma maior área de venda, maior sortimento, galerias de lojas satélites mais amplas e uma política comercial mais agressiva.
[SV] Para 2026, a meta é elevar o faturamento em 30%. Esse avanço virá prioritariamente da abertura de lojas, ganho de produtividade nas unidades existentes ou da expansão do e-commerce?
[DS] A maior parte do crescimento virá da maturação das lojas inauguradas em 2025, porém as unidades já existentes têm previsão de crescimento real para compor essa meta. No caso do e-commerce ainda é pouco representativo no total do faturamento, porém ano a ano tem um crescimento em % muito superior às lojas físicas.
[SV] A estratégia de investir em supermercados de grande porte, com cerca de 3 mil m², segue como pilar central. O que sustenta essa decisão em um cenário de consumo mais fragmentado e jornadas de compra mais frequentes?
[DS] Entendemos que a experiência de compras é fundamental para a fidelização, e as lojas mais amplas permitem uma exposição de um sortimento maior com apresentação adequada, maior conforto para o cliente no ato de compra e, por consequência, um ticket médio maior.
[SV] A ampliação do Centro de Distribuição em 9 mil m², com mais automação e aumento de docas, prepara a companhia para atender até 40 lojas. Como essa nova estrutura impacta a ruptura, o nível de serviço e a margem operacional?
[DS] A eficiência logística é fundamental para nosso negócio de varejo e o investimento nela tem que sempre vir antes da expansão do parque de lojas, para que o cliente não seja impactado por problemas sérios de ruptura e qualidade dos produtos. E naturalmente com o produto certo, na quantidade certa e na qualidade adequada irá gerar impacto positivo na margem.
[SV] O avanço do e-commerce no plano de expansão indica uma operação cada vez mais integrada. Como o Covabra está estruturando a omnicanalidade para garantir eficiência logística e experiência do cliente?
[DS] Trabalhamos de maneira integrada em todas as áreas (mkt, trade, e-commerce e comercial) para mantermos a omnicanalidade em nossa operação, proporcionando uma experiência padronizada, preservando as características de cada canal. A questão logística é um grande desafio, tanto em relação à garantia da entrega no prazo combinado quanto na qualidade esperada e com um custo aceitável para o negócio. Nesse sentido, estudamos e ajustamos nossos processos de forma constante para avançar nesse quesito, porém ainda temos muito a evoluir.
[SV] Crescer com novas lojas, ampliar CD e acelerar o digital ao mesmo tempo exige capital e governança. Como a companhia equilibra expansão acelerada com disciplina financeira e padronização operacional?
[DS] Essa pergunta é muito pertinente, pois a expansão gera venda, mas não é garantia de lucro líquido, e sem lucro o negócio a médio prazo não se sustenta, pois o varejo não tem margem para bancar juros nos costumeiros patamares do Brasil. Para garantir a expansão com segurança, somos muito focados na gestão de custos, tanto nos investimentos quanto nos operacionais e principalmente na entrega da experiência de compra para os clientes, que é o que garante a fidelização, a base para a saúde financeira da companhia. Falando em fidelização, atualmente em nosso CRM identificamos mais de 96% das vendas e 82% de nossas vendas são para clientes fiéis.
