Newsletter
Receba novidades, direto no seu email.
Assinar
Varejo
...
Por Redação
13 de janeiro de 2026

Café da manhã combina praticidade com saudabilidade

Supermercados e as fabricantes têm promovido mudanças nas categorias em alta nesse momento de consumo, bem como no PDV, para atender as necessidades do shopper

O Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado pelo Ministério da Saúde em 2006 e reeditado em 2014, traz diretrizes para uma alimentação saudável e o café da manhã não deveria fugir à regra. “Os alimentos in natura e minimamente processados apresentam praticidade e saudabilidade. Descascar é mais fácil que desembalar”, explica Fabiana Poltronieri, nutricionista e diretora da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição).

LEIA TAMBÉM
Açaí ganha novos sabores e embalagens para atender diferentes paladares e momentos de consumo
Como os supermercados podem evitar desperdícios no final de ano

Essa busca por opções mais saudáveis está entre os atributos mais buscados pelos consumidores. “O momento do café da manhã está passando por uma transformação significativa, impulsionada por mudanças no comportamento do consumidor e novas expectativas de saúde e bem-estar. A busca por alimentação saudável revolucionou as prateleiras. Consumidores tem priorizado ingredientes naturais, redução de açúcar e enriquecimento nutricional”, explica Roberto Nascimento Oliveira, professor de Gestão Comercial no Varejo da ESPM.

Uma das alterações observada pelo professor é a evolução dos cereais matinais. “Marcas tradicionais têm investido em reformulações para atender às novas demandas. Menos açúcar e corantes artificiais, adição de fibras e proteínas, versões integrais e orgânicas e embalagens menores e porções controladas”, afirma Oliveira.

Para poder ter acesso aos itens para um bom café da manhã é importante se planejar com antecedência. “Com um bom planejamento no início da semana é possível garantir uma alimentação saudável e prática. Alguns exemplos incluem higienizar, picar e porcionar as frutas para o consumo semanal; cozinhar ovos para ter à disposição em qualquer eventualidade; e preparar combinações como mix de frutas, aveia e iogurte natural para os dias mais corridos”, opina Rafaella Guimarães Camargo, docente da área de nutrição do Senac São Paulo.

Os supermercados podem aproveitar essa tendência para oferecer de maneira mais atrativa as opções para atender à demanda dos consumidores. “A comunicação deve reforçar os princípios do Guia Alimentar, valorizando alimentos frescos e escolhas conscientes. Alguns exemplos são criar ilhas temáticas com frutas, laticínios naturais, pães caseiros e grãos; destacar benefícios em sinalização educativa, como ‘faça dos alimentos in natura a base da alimentação’; oferecer degustações e oficinas rápidas, mostrando como montar um café da manhã saudável; e disponibilizar guias de compra consciente, ensinando a ler rótulos e evitar ultraprocessados”, fala Rafaella.

Receita ideal

Segundo a nutricionista, o guia dá preferência a alimentos in natura ou minimamente processados. “O consumo de alimentos ultraprocessados, como os cereais matinais açucarados, bolachas recheadas, pão de forma industrializado, iogurtes adoçados/aromatizados, margarina, peito de peru, salsicha, bacon e achocolatados, que são ricos em açúcares, sódio, gorduras saturadas, corantes e conservantes, oferece baixo valor nutricional”, diz Fabiana.

A preferência deve ser por frutas frescas, ovos em diferentes preparações, raízes e tubérculos cozidos, além de oleaginosas e sementes. Entre as bebidas, a dica é escolher café preto, sucos naturais feitos na hora sem adição de açúcar, água de coco, leite pasteurizado e iogurte. “Preferir alimentos obtidos diretamente de plantas ou animais, sem alterações, ricos em nutrientes e essenciais para uma dieta saudável, é sempre o melhor negócio para garantir uma alimentação saudável e prevenir as doenças que estão associadas ao consumo de alimentos ultraprocessados, como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, diferentes tipos de câncer, devido ao seu desbalanceamento nutricional e alto teor de aditivos, açúcares, gorduras e sódio presente nos produtos”, finaliza a diretora da Asbran.

Deixe seu comentário