Por Redação
5 de agosto de 2026GPA amplia rentabilidade e acelera ganhos de eficiência no segundo trimestre
Companhia registra crescimento do EBITDA, aumenta margem operacional e avança na Recuperação Extrajudicial para fortalecer sua estrutura financeira
O GPA encerrou o segundo trimestre de 2026 com avanço nos indicadores de rentabilidade e eficiência operacional, ao mesmo tempo em que deu continuidade ao processo de Recuperação Extrajudicial. No período, a companhia registrou EBITDA Ajustado de R$ 450 milhões, alta de 7,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025, enquanto a margem EBITDA avançou 1,7 ponto percentual, para 10,6%.
A margem bruta atingiu 30,5%, impulsionada pela estratégia de priorizar operações mais rentáveis, pelo melhor mix de vendas no e-commerce e por efeitos tributários. No primeiro semestre, o GPA capturou R$ 244 milhões em ganhos de eficiência operacional, o equivalente a cerca de 60% da meta estabelecida para todo o ano.
As vendas totais somaram R$ 4,7 bilhões entre abril e junho, queda de 7% na comparação anual. Segundo a companhia, o resultado reflete decisões estratégicas voltadas à melhoria da rentabilidade, como a descontinuação de formatos menos rentáveis, o reequilíbrio da operação de e-commerce e uma gestão mais disciplinada do portfólio.
“O segundo trimestre foi um período de transição para o GPA. Tivemos impactos temporários da Recuperação Extrajudicial sobre as vendas e continuamos operando em um ambiente macroeconômico desafiador. Ainda estamos no início da nossa recuperação e sabemos que ela dependerá da capacidade de aumentar a eficiência da operação, reduzir despesas, fortalecer a geração de caixa e executar nossa estratégia com consistência”, afirma Alexandre Santoro, CEO do GPA.
A companhia também registrou melhora na geração de caixa. O Fluxo de Caixa Livre, desconsiderando os efeitos da venda da Stix, evoluiu R$ 269 milhões nos últimos 12 meses. No mesmo período, o GPA reduziu em 55% os investimentos (Capex), reforçando a estratégia de disciplina na alocação de capital.
“O trimestre, ainda que difícil, mostra uma evolução dos nossos resultados, especialmente em rentabilidade e eficiência operacional. Ao mesmo tempo, fortalecer a geração de caixa continua sendo uma prioridade. Com a conclusão da Recuperação Extrajudicial, teremos uma estrutura financeira mais adequada para acelerar nossa agenda de eficiência e ampliar nossa capacidade de execução”, destaca Pedro Albuquerque, CFO da companhia.
Na frente financeira, 97% dos credores elegíveis aderiram a uma das opções previstas no plano de Recuperação Extrajudicial dentro do prazo estipulado. A expectativa do GPA é concluir a homologação judicial do processo no terceiro trimestre. Após essa etapa, a dívida líquida deverá ser reduzida de R$ 3,6 bilhões para R$ 1,2 bilhão.