Por Redação
22 de outubro de 2026Halloween no supermercado: 5 estratégias para vender mais
Da montagem de kits temáticos à participação dos clientes, ações ajudam a transformar a data em oportunidade de vendas e reduzir sobras após 31 de outubro
O Halloween vai além dos doces e pode movimentar diferentes categorias nos supermercados, passando de bebidas, a petiscos a descartáveis e ingredientes para receitas temáticas. Para aproveitar o potencial da data, porém, não basta decorar a loja com abóboras e cores características: é preciso facilitar a participação dos consumidores, criar ocasiões de compra e oferecer soluções para quem organiza festas em casa ou participa de atividades como o tradicional “doces ou travessuras”.
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A estratégia também exige atenção ao calendário. Como os produtos temáticos perdem apelo depois de 31 de outubro, a comunicação, organização do sortimento e o planejamento de eventuais remarcações ajudam a estimular as vendas no período e evitar que os estoques se transformem em prejuízo. Confira cinco estratégias para aproveitar melhor a ocasião.
1. Direcione ações também aos adultos
Embora as crianças sejam frequentemente o foco das campanhas de Halloween, os adultos representam um público importante para a data. Uma pesquisa conduzida pela Rede Globo em 2025 indicou, por exemplo, que 33% dos brasileiros pretendiam celebrar o Halloween naquele ano, com maior adesão entre as classes A e B, nas quais o índice chegava a 50%, especialmente entre pessoas de 18 a 34 anos.
Esse perfil abre espaço para ações voltadas a quem recebe amigos em casa e organiza pequenas comemorações. Bebidas, petiscos, chocolates e descartáveis temáticos podem ser reunidos em uma mesma área, facilitando a compra e incentivando a combinação de produtos para a ocasião.
2. Explore o senso de urgência
O prazo limitado de comercialização dos produtos temáticos pode ser usado a favor das vendas. Edições especiais, contagens regressivas nas gôndolas e mensagens que reforcem a disponibilidade dos itens até o dia 31 ajudam a estimular decisões de compra, desde que a comunicação corresponda à realidade.
O planejamento também deve considerar o período posterior à data. Definir antecipadamente estratégias de remarcação e escoamento dos produtos reduz o risco de acumular mercadorias com pouca procura após o Halloween.
3. Ofereça opções para quem distribui doces
Quem participa do “doces ou travessuras” precisa comprar doces em quantidade suficiente para atender às crianças que baterem à porta. Nesse caso, embalagens maiores podem ser mais convenientes do que pacotes pequenos, especialmente quando o consumidor não sabe quantas visitas receberá.
Para facilitar a escolha, os supermercados podem destacar pacotes com 50 ou 100 unidades e comparar o preço por unidade com o das embalagens menores. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o Halloween já representava 30% das vendas anuais do setor de chocolates, amendoim e balas, com expectativa de crescimento de cerca de 15% em 2025.
4. Monte kits para diferentes ocasiões
Em vez de deixar o consumidor reunir sozinho os itens necessários para uma comemoração, o supermercado pode oferecer kits temáticos que concentrem produtos complementares. Doces, saquinhos para distribuição, maquiagem, tinta lavável e opções de guloseimas para os adultos são algumas possibilidades, de acordo com o perfil do público e a proposta da loja.
A organização desses conjuntos simplifica a compra e ajuda a ampliar o tíquete médio ao estimular a aquisição de vários itens de uma só vez. A exposição conjunta de produtos relacionados também facilita a visualização das possibilidades de uso e pode despertar o interesse por compras adicionais.
5. Incentive a participação dos clientes
Como o Halloween ainda não faz parte das tradições de todos os brasileiros, ações que convidem o público a participar podem ajudar a aproximar os consumidores da data. Concursos de fantasias infantis, equipes caracterizadas, murais com fotos dos clientes e oficinas de decoração de cupcakes ou abóboras são alternativas para criar uma experiência de compra mais envolvente.
A comunicação digital pode antecipar esse movimento com receitas, sugestões de decoração e ideias de atividades para fazer em casa. Além de divulgar a programação da loja, esse conteúdo pode estimular a compra dos ingredientes necessários para reproduzir as propostas.
FONTE: Felipe Wasserman, professor do Hub de Trade Marketing da ESPM.