Por Redação
20 de maio de 2026Auditório AMICCI debate inovação e protagonismo das marcas próprias
Fóruns promovidos pela AMICCI reuniram executivos do varejo e da indústria para discutir confiança, diferenciação e conexão com o consumidor
As marcas próprias deixaram de ser apenas uma alternativa de preço competitivo e passaram a ocupar um papel estratégico na construção de vínculo e confiança com o consumidor. Essa foi a principal mensagem debatida no fórum “O Cliente no Centro: Marcas Próprias que Criam Vínculo e Confiança”, realizado no Auditório AMICCI durante a APAS SHOW 2026, nesta quarta-feira (20).
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Durante a apresentação inicial, Eduardo Couto, CHRO & Partner da AMICCI, ressaltou que o avanço das marcas próprias depende da integração entre pessoas, tecnologia e operação. Segundo ele, o varejo vive um momento de transformação na relação com o consumidor.
“Hoje, a marca própria não é apenas uma estratégia comercial. Ela se tornou uma ferramenta de fidelização e construção de confiança”, afirmou Couto.
Na sequência, Lucas Lanzoni, sócio e CRO da AMICCI, destacou que o crescimento das marcas próprias está diretamente ligado à capacidade de inovação e colaboração entre varejo e indústria.
“O consumidor está mais atento à qualidade, propósito e experiência. As marcas próprias evoluíram porque passaram a entregar valor real, e não apenas preço”, comentou Lanzoni.
O painel também reuniu executivas de grandes grupos supermercadistas para compartilhar experiências sobre desenvolvimento de portfólio, gestão de categorias e diferenciação competitiva.
Vivian Rocha, Head de Desenvolvimento de Produtos de Marca Própria no Grupo Carrefour Brasil, destacou a importância da construção de produtos alinhados ao comportamento do consumidor. “Desenvolver marca própria é entender profundamente a jornada de compra e criar produtos que gerem identificação e recorrência”, disse.
Já Viviani Menezes, responsável pelas áreas de Marcas Próprias e Importação Food e Non Food da Cencosud, reforçou que o segmento também representa oportunidade de ganho de margem e fortalecimento das bandeiras varejistas.
“As marcas próprias permitem criar um sortimento mais estratégico, competitivo e conectado às demandas do consumidor atual”, afirmou.
Os conteúdos compartilhados evidenciaram que as marcas próprias seguem ganhando espaço nas estratégias dos supermercados brasileiros, impulsionadas pela busca do consumidor por qualidade, confiança e diferenciação.
Inteligência
artificial
Outro
tema debatido, no
Auditório AMICCI, foi a inteligência
artificial, que já deixou de ser tendência para se tornar ferramenta
estratégica no varejo supermercadista. Esse foi o principal ponto do fórum
“Marcas Próprias com Inteligência Artificial: Decisões Mais Rápidas, Margem
Mais Inteligente”.
Executivos das áreas de tecnologia, varejo e inovação discutiram como a IA vem acelerando processos, melhorando a tomada de decisão e ampliando a competitividade das marcas próprias no setor supermercadista.
Representando a AMICCI, Juliemar Berri, CPO da empresa, abriu as discussões destacando o papel da tecnologia na transformação do desenvolvimento de produtos e da relação entre varejo e indústria.
“A inteligência artificial permite decisões muito mais rápidas e assertivas, reduzindo desperdícios e aumentando a capacidade de responder ao comportamento do consumidor quase em tempo real”, afirmou.
Segundo Berri, a combinação entre dados, automação e plataformas escaláveis tem mudado a dinâmica das marcas próprias na América Latina, tornando os processos mais eficientes e orientados à geração de valor.
O painel também contou com a participação de Fabiano Pivotto, CEO do Grupo Imec, que trouxe a visão operacional do varejo alimentar e os impactos da tecnologia na gestão do negócio.
“O varejo vive uma transformação contínua. Quem conseguir usar inteligência artificial para ganhar eficiência sem perder conexão com o cliente terá uma vantagem competitiva muito relevante”, destacou Pivotto.
Com mais de três décadas de atuação no setor supermercadista, o executivo ressaltou ainda que a velocidade na análise de dados e na tomada de decisão será cada vez mais determinante para margens mais sustentáveis.
Já Luiz Martins, CIO da ALLOS, falou sobre a integração entre tecnologia, experiência do consumidor e eficiência operacional em operações de grande escala.
“Tecnologia não pode ser apenas suporte operacional. Ela precisa gerar impacto direto no negócio, melhorar a experiência do consumidor e criar inteligência para decisões mais estratégicas”, afirmou Martins.
Inovação
As transformações no comportamento do consumidor e o
crescimento das marcas próprias ao redor do mundo estiveram no centro das
discussões do fórum “Tendências Globais: Insights da Maior Feira de Marcas
Próprias do Mundo”.
O encontro reuniu especialistas em varejo, dados e inteligência de mercado para apresentar tendências internacionais e discutir como o setor supermercadista brasileiro pode acelerar sua evolução a partir de estratégias mais orientadas ao consumidor, tecnologia e diferenciação.
A abertura foi conduzida por Antônio Sá, sócio-fundador da AMICCI. Durante sua apresentação, o executivo destacou que o segmento vive uma nova fase global, marcada por inovação, posicionamento de marca e maior conexão emocional com os consumidores.
“As marcas próprias deixaram de competir apenas por preço. Hoje, elas disputam preferência, experiência e relevância dentro da jornada de compra”, afirmou Sá.
O especialista também ressaltou que os movimentos observados nas principais feiras internacionais apontam para um consumidor mais atento à qualidade, sustentabilidade, conveniência e propósito dos produtos.
Participando do debate, Renan Pessim, diretor Latam da Dunnhumby, destacou a importância da inteligência de dados na construção de estratégias mais assertivas para o varejo. “O consumidor muda constantemente e os dados ajudam o varejo a entender esses movimentos com mais profundidade e velocidade”, comentou.
Segundo Pessim, o uso de ciência de dados e inteligência comercial permite decisões mais precisas sobre sortimento, precificação e desenvolvimento de marcas próprias, ampliando competitividade e fidelização.
Eduardo Finelli, head de Marcas Próprias do Plurix, reforçou que o varejo precisa transformar informação em ação prática para acompanhar as mudanças do mercado. “O grande diferencial competitivo está na capacidade de transformar dados em experiências relevantes para o consumidor”, afirmou.
O fórum evidenciou como as tendências globais vêm impactando diretamente o varejo supermercadista brasileiro, especialmente no fortalecimento das marcas próprias como ferramenta estratégica de diferenciação, fidelização e crescimento sustentável.