Por Redação
6 de julho de 2026Vendas nominais no varejo caem 0,8% em maio
Índice Antecedente de Vendas registrou queda frente ao mesmo mês do ano anterior, porém, há previsão de crescimento que varia de 1,3% a 3,7% nos meses seguintes
Os últimos dados do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo) nominal, que considera a participação das atividades no volume total de vendas do comércio varejista medido pelo IBGE, apresenta previsão de crescimento de 3,7% em junho, 3,1% em julho e 1,3% em agosto, sempre em relação aos mesmos meses do ano anterior.
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Em maio, houve queda de 0,8%. Já os dados apresentados pelo IAV-IDV, ajustados pelo IPCA, apontam queda de 1,1% em junho, 1,7% em julho e 3,7% em agosto. Em maio, houve queda de 5,5% em relação ao mesmo mês de 2025.
Esta queda real em maio de 5,5% acentua o arrefecimento do varejo neste ano, haja vista que o crescimento anual do Comércio Varejista Ampliado em 2025 foi de 3,9%, conforme dados do IBGE; e nos últimos 12 meses, finalizados em maio/26, a variação acumulada foi negativa, de -0,4%.
Em maio, quase todos os setores do índice apresentaram alta nas vendas, com exceção de hipermercados e supermercados.
No setor de hipermercados e supermercados, maio teve queda de 6,6% em relação ao mesmo mês de 2025, abaixo do previsto no mês anterior. Para junho, julho e agosto, a previsão é de alta de 3,2%, 3,3% e 1,4%, respectivamente.
No setor de atacado, maio teve alta de 2,0% em relação ao mesmo mês de 2025, acima do previsto no mês anterior. Para junho, julho e agosto, a previsão é de alta de 3,0%, 2,4% e 2,7%, respectivamente.
No setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico, maio teve alta de 6,3% em relação ao mesmo mês de 2025, acima do previsto no mês anterior. Para junho, julho e agosto, a previsão é de alta de 9,6%, 9,9% e 1,1%, respectivamente.
No setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos, maio teve alta de 7,4% em relação ao mesmo mês de 2025, acima do previsto no mês anterior. Para junho, julho e agosto, a previsão é de alta de 11,1%, 11,1% e 2,4%, respectivamente.