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Por Redação
24 de janeiro de 2025

Mix de produtos sob pressão

A correta gestão do portfólio é um desafio e uma oportunidade em tempos de crise

Em um cenário de alta de custos, a manutenção do estoque se torna um desafio ainda maior para as empresas varejistas. A pressão para manter a competitividade, aliada à necessidade de garantir margens de lucro satisfatórias, exige uma gestão estratégica e ágil do portfólio. No entanto, essa situação também pode representar uma oportunidade para otimizar o negócio e fortalecer a relação com o cliente.

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Uma das primeiras medidas a ser adotada é uma análise minuciosa do portfólio de produtos. É fundamental identificar quais itens possuem maior margem de contribuição, quais apresentam maior demanda e quais são mais sensíveis às variações de preço. Com base nessas informações, é possível priorizar os investimentos e otimizar a produção, concentrando esforços nos produtos mais rentáveis e com maior potencial de crescimento.

Além disso, é crucial buscar alternativas para reduzir os custos de produção sem comprometer a qualidade dos itens oferecidos. A negociação com fornecedores, a otimização dos processos produtivos, a busca por materiais alternativos e a implementação de tecnologias mais eficientes são algumas das estratégias que podem ser adotadas. A inovação também se mostra como uma aliada importante nesse contexto, permitindo o desenvolvimento de novos produtos com custos menores e maior valor agregado para o cliente.

Para Danilo Assumpção, CEO da Morana, rede de lojas de bijuterias e acessórios, a principal estratégia é alinhar-se às expectativas e ao poder de compra do consumidor, especialmente diante do cenário desafiador do país, marcado pela alta dos juros. “Com planejamento estratégico, é necessário analisar toda a cadeia produtiva, revisá-la e, se necessário, renegociar com os fornecedores para criar um modelo de "ganha-ganha", onde todos se ajustem à realidade atual”, defende Assumpção.

O executivo acredita que seja preciso adotar uma mentalidade de ecossistema. “Se não considerarmos todos os stakeholders, corremos o risco de interromper as vendas nas lojas e, consequentemente, deixar de comprar dos fornecedores. É essencial que todos façam uma adaptação coletiva, respeitando as margens e exercitando a criatividade. Assim, a estratégia central é revisitar a cadeia de abastecimento e ajustá-la à realidade local”, reforça.

O uso de ferramentas para análise dos dados ajuda nesta tarefa. “Acredito que hoje o mercado ofereça diversas soluções. Utilizamos ferramentas próprias, voltadas especificamente para a análise de bijuterias, e investimos em plataformas e equipes de programação internas. Isso é essencial, pois o varejo é muito dinâmico e exige constantes adaptações e criatividade”, conclui.

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