Por Redação
15 de junho de 2026Pamplona Alimentos prevê investimentos em fábricas para aumentar a produção de fatiados e porcionados
Estratégia busca atender aos consumidores que moram sozinho ou famílias e lares menores
Quase oito décadas separam o pequeno negócio de abate tocado pelo jovem casal Lauro e Ana Pamplona, que oferecia produtos na carroça pela região de Agronômica (SC), da atual Pamplona Alimentos, companhia que hoje emprega mais de três mil colaboradores, com plantas industriais operando em Rio do Sul e Presidente Getúlio (SC), além de uma fábrica de ração em Laurentino, também no estado catarinense. Para se ter uma ideia do tamanho do negócio atual, em 2025, o faturamento da empresa foi de R$ 2,53 bilhões.
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Hoje são 14 linhas de produtos suínos, incluindo carne fresca, congelada, defumada, salgada e temperada, e são abatidos 8.300 suínos por dia, sendo 72% provenientes das mais de 300 propriedades localizadas nas regiões das plantas. “Para vender para alguns países, os suínos têm que ser nascidos e criados em Santa Catarina e não podem usar determinados medicamentos. Por isso, a integração tem o controle e a garantia”, explica Irani Pamplona Peters, filha dos fundadores e que acaba de deixar a presidência da empresa para assumir a do Conselho.
Para este ano, a Pamplona pretende investir R$ 100 milhões nas duas plantas para aumentar a produção de fatiados e porcionados, com o objetivo de atender à demanda de consumidores que moram sozinhos, além das famílias menores. “Hoje existem famílias pequenas e a pessoa quer comprar um produto diferente todo dia. Então, ele não pode levar uma peça grande, primeiro porque não quer desembolsar um valor alto e, depois, se sobrar, ele não vai comer dois e três dias a mesma coisa”, ressalta.
A família segue à frente da Pamplona Alimentos, mas faz questão de manter uma gestão profissional para garantir o desempenho e a perenidade da empresa. E a relação com os colaboradores também foca, entre outras questões, em oferecer oportunidades de desenvolvimento e crescimento, além de ter pessoas certas nas posições corretas. “Aqui na Pamplona a gente prima muito pela capacidade da pessoa e se ela preenche os requisitos de que a empresa está precisando. Temos muitos profissionais a nível de diretoria, gerente, com o perfil que precisamos para aquela área”, conta a executiva.
Ao serem contratados, os colaboradores recebem treinamento para saber os cuidados sanitários e de segurança, além de conhecer as instalações da planta. “Também temos cursos para as pessoas se qualificarem quando assumem alguma função específica. Isso é constante. No ano passado, foram mais de 200 pessoas que subiram de posto na empresa”, afirma.
A proximidade com o canal supermercado é muito importante na estratégia da companhia. Uma vez por ano, é feito um plano de negócios para garantir presença junto ao varejo alimentar. A Pamplona também trabalha para manter a execução e visibilidade de seus produtos no ponto de venda. “Tem que existir esse relacionamento. O gerente tem que passar na loja, ver como o produto está exposto, se está saindo bem, se tem alguma coisa a melhorar. As nossas parcerias são de muitos anos”, diz.
