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Por Redação
2 de março de 2026

Consolidação no setor supermercadista via fusões e aquisições (M&A)

Movimento acelerado de fusões e aquisições redefine o varejo alimentar brasileiro, fortalece os grupos regionais e transforma estado de São Paulo no principal polo de consolidação do setor

Consolidação no Varejo Alimentar: Não é mais tendência e sim uma realidade

O setor de varejo alimentar, englobando supermercados, atacados e atacarejos, atravessa um profundo e acelerado processo de consolidação. Este movimento é caracterizado por uma intensa atividade de fusões e aquisições (M&A), que está redesenhando o mapa competitivo do setor. Grandes redes expandem seu domínio, enquanto players regionais se fortalecem por meio de aquisições estratégicas, buscando ganhar escala, eficiência operacional e maior poder de negociação. Nos anos de 2024 e 2025, essa tendência se intensificou, com o estado de São Paulo emergindo como um dos palcos principais para essas transformações.

O Panorama Nacional: Dados e Tendências

O varejo alimentar é um pilar da economia brasileira, tendo alcançado um faturamento de mais de 1 trilhão de Reais (conforme mais recente Ranking ABRAS), o que representa quase 10 % (dez por cento) do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O setor é composto por mais de 424 mil lojas. Contudo, apesar de sua magnitude, o mercado brasileiro ainda é bastante pulverizado em comparação com outros países latino-americanos. Enquanto as três maiores redes do Brasil concentram 22% do mercado, no México esse número salta para 80% e, no Peru, para 100%, conforme estudos sobre o tema.

Essa pulverização cria um terreno fértil para a consolidação. Um estudo realizado sobre o tema identificou 185 redes de supermercados com alto potencial para operações de M&A, sendo 43 delas com faturamento acima de R$ 1 bilhão. O movimento é impulsionado pela busca por sinergias, redução de custos operacionais, escassez de mão de obra, dificuldades na sucessão e a dificuldade crescente de expansão orgânica, que envolve altos investimentos e a escassez de bons pontos comerciais.

Consolidação no Varejo Alimentar Paulista:

O estado de São Paulo, responsável por um terço de todo o faturamento do varejo alimentar brasileiro, tornou-se o epicentro de um intenso movimento de consolidação nos anos de 2024 e 2025. O período foi marcado por uma onda de fusões e aquisições (M&A) que reconfigurou o cenário competitivo, envolvendo desde gigantes do setor até redes de pequeno e médio porte.

O Cenário Paulista: Um Mercado em Transformação

O estado de São Paulo é um campo de batalha estratégico para as redes de supermercados. Em 2024, o estado registrou operações de M&A relevantes, um aumento de 50% em relação ao ano anterior, refletindo um aquecimento que se estendeu para 2025. Esse movimento é impulsionado por diversos fatores, incluindo a busca por eficiência, a dificuldade de expansão orgânica devido à escassez de bons pontos comerciais e a necessidade de competir em um mercado cada vez mais acirrado. Soma-se a esses fatores, a dificuldade de criar sucessores para as redes de pequeno e médio portes e, em geral, a dificuldade de mão de obra para a abertura de novas lojas.

A Força do Interior: Consolidação de Redes Regionais

O interior de São Paulo foi palco de uma notável consolidação entre redes de médio e pequeno porte, que buscaram ganhar escala para competir com os gigantes, conforme informações públicas sobre as operações:

OperaçãoTipoPorteLocalizaçãoDetalhes
Grupo Uni-XFusãoMédio14 cidades do interiorUnião do Flex Atacarejo e Enxuto Supermercados, com 47 lojas e investimento de R4 50 milhões
Grupo São VicenteAquisiçãoPequeno/MédioInterior e Grande SPInvestimento de R$ 160 milhões em 2024, incluindo a compra de 4 lojas do Grupo Peralta
Grupo FonsecaAquisiçãoPequeno/MédioLeste do interiorAquisição da rede regional em junho de 2025, passando a operar com 14 lojas 

*Fonte: Compilação de dados de SuperVarejo e Portal Fusões & Aquisições

Um Novo Desenho para o Varejo Paulista

Os últimos anos foram decisivos para o varejo alimentar de São Paulo. O movimento de consolidação, longe de estar se esgotando, revelou uma dupla dinâmica: de um lado, médios e grandes grupos nacionais ajustando seus portfólios e expandindo seus formatos mais fortes; de outro, redes regionais de pequeno e médio portes realizando aquisições e se unindo para ganhar musculatura e competir de forma mais eficaz.

Tendência para 2026 e os próximos anos

A tendência é que esse processo continue, de modo que, a intermediação das operações por empresas especializadas e conhecedoras profundas do varejo alimentar como a VAREJOCONNECT® (www.varejoconnect.com.br) vêm ganhando destaque e a tecnologia se tornando um diferencial competitivo cada vez mais crucial. Para o consumidor paulista, o resultado é um mercado muito acirrado e em constante evolução, com bandeiras regionais em consolidação.

A VAREJOCONNECT®, empresa especializada em projetos de expansão do setor supermercadista via operações de fusões e aquisições de lojas e redes de supermercados, comentou sobre as suas perspectivas para o setor em 2026 e anos seguintes. Na visão do sócio da VAREJOCONNECT®, Leonardo Tonelo, o ano de 2026 e seguintes continuarão com um cenário bastante desafiador para o setor de alimentos, porém com boas oportunidades para quem pensa em expandir principalmente através da aquisição de lojas e redes de supermercados.

Tonelo explica que a conjunção de uma série de fatores têm interferido bastante na operação das lojas de supermercados, tais como: a dificuldade na formação de sucessores com interesse em dar sequência às empresas familiares do setor; a dificuldade de mão de obra para a abertura de novas lojas; a diminuição do poder de compra da população; o aumento dos custos fixos de operação; a desaceleração do crescimento real do faturamento das lojas; as altas taxas de juros (mesmo com a tendência de queda da Taxa SELIC); o elevado nível de endividamento de algumas empresas do setor (temos constatado em nossas conversas com os supermercadistas, que algumas redes tradicionais do setor que contrataram endividamentos e financiamentos nos anos de 2020 e 2021 a uma taxa de juros razoável para expansão e abertura de lojas, vêm sofrendo bastante porque esses mesmos financiamentos, contratados em sua maioria a juros pós-fixados, atualmente encontram-se com taxas de juros extremamente altas e inviáveis para o setor); e o rápido aumento da concorrência em diversos formatos de operação de lojas (supermercados tradicionais; atacados; atacarejos; lojas de conveniência; e-commerce).

Os principais fatores que têm levado os empresários do setor supermercadista (de pequeno, médio e grande portes) a decidir pela expansão via aquisição de outras lojas e redes de supermercados estão resumidos no quadro resumo abaixo:

Principais Fatores Construção de Novas LojasAquisição de Lojas e Redes
Fluxo dos Investimentos

Investimento antecipado

(O investimento é realizado antes e durante a construção da loja)

Investimentos postergado (pós aquisição)

(o investimento é realizado normalmente, 50% no fechamento do negócio e o saldo parcelado em 24 ou 36 vezes - parte do valor das parcelas é pago com o próprio faturamento da loja/rede)

Escassez de mão de obraNecessidade de contratação de novos colaboradores Colaboradores já existentes provenientes das lojas e redes adquiridas
Prazo de maturação

Longo prazo de maturação

(normalmente entre 12 a 18 meses para construção até inauguração) + 12 meses (em média) para loja atingir ponto de equilíbrio)

Curto/médio prazo de maturação 

(02 a 06 meses, em média, para concluir a operação, a depender do tipo e perfil da operação)

Disponibilidade de bons pontos comerciais

Escassez de bons pontos comerciais disponíveis

(o setor supermercadista concorre entre si e, também, com o setor imobiliário)

Pontos comerciais já consolidados e performando 

(lojas que já possuem performance mesmo competindo com importantes players regionais e nacionais)

Faturamento

Longo prazo 

(somente após a inauguração da loja) 

Imediato 

(já a partir do mês seguinte ao fechamento da operação)

Diluição de custos e despesasLongo prazoImediato 


Conclusão:

Portanto, em resumo, se por um lado existe bastante insegurança e desafios para o setor supermercadista, temos que, por outro lado, em 2026 e nos anos seguintes, continuará a existir oportunidades interessantes para aqueles empresários do setor supermercadista que estão expandindo (ou pretendendo expandir), principalmente, via aquisição de outras lojas e redes de supermercados. A VAREJOCONNECT® tem participado de algumas das mais relevantes operações de expansão via aquisição de outras lojas e redes de supermercados no estado de São Paulo e confirma essa tendência do setor para os próximos anos.


www.varejoconnect.com.br
WhatsApp: (11) 99274-0116

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