Newsletter
Receba novidades, direto no seu email.
Assinar
Artigo
...
Por Antônio Sá
1 de abril de 2025

A oportunidade de ter produtos importados no seu sortimento

Confira o novo artigo exclusivo de Antônio Sá, palestrante especialista em varejo, para a SuperVarejo

A China é a fábrica do mundo. E o que o varejo brasileiro tem a ver com isso?

Alguns dias atrás fiz mais uma imersão pelo parque fabril chinês. De cidade a cidade, visitei inúmeras fábricas, dos mais diversos produtos. Esses produtos são vendidos, principalmente, para os Estados Unidos e Europa. Mas, também, são comercializados para o resto do mundo, inclusive para o Brasil.

LEIA TAMBÉM

Estamos em um momento em que as tarifas impostas pelos EUA aos produtos chineses abrem oportunidade para o Brasil, dado que os produtos vão chegar caros nos EUA, fora de competitividade. Os chineses vão ter que escoar a sua produção em outros mercados. Algumas indústrias chinesas até já vêm abrindo fábricas em outros países, mas, ainda assim, enfrentam os mais diversos desafios, a começar pela mão de obra, que não é tão disciplinada e esforçada quanto a chinesa.

A China tem um mundo de oportunidades em termos de categorias que podem ser importadas, que vão de pneus a alimentos. As principais, que têm sido um sucesso, são artigos para casa, itens para cozinha, sacolas retornáveis, cuidados para pet e camping. Muitas vezes, são produtos únicos, que criam um enorme diferencial no sortimento, pois os concorrentes não terão nada parecido.

Os principais benefícios de se trabalhar com produtos importados é criar um sortimento diferenciado e aumentar a rentabilidade da categoria, com ganhos importantes de margem.

É claro que existem desafios no processo de importação. E é importante conhecê-los e buscar informação com quem conhece muito dessas operações. Aqui estão alguns desses desafios:

  • Encontrar as melhores fábricas e melhores produtos: são milhares de fábricas, das fenomenais àquelas “nem tanto”. É importante conhecer bem quem produz o seu produto e em quais condições.
  • Garantir a qualidade: o acompanhamento contínuo da qualidade do produto é imprescindível, e que isso seja feito primeiramente lá mesmo, na China.
  • Conhecer com profundidade o processo de importação: não é uma ciência de foguete, porém, também não é trivial. O melhor é você contar com o suporte de quem já tem muita experiência e conhece bem as nuances de importação.
  • Desembolso financeiro antecipado: diferentemente dos produtos comprados no Brasil, os itens importados exigem pagamento antecipado. Existem soluções disponíveis para isso no mercado que podem resolver essa necessidade.
  • O custo exato só se conhece após a nacionalização do produto. Com um projeto bem gerido, você pode evitar surpresas de aumento de custo no final.

Na China, você encontra fábricas primorosas e outras que deixam muito a desejar. Da mesma forma, mesmo as fábricas com os melhores padrões, podem oferecer produtos com diferentes níveis de qualidade. Em uma de minhas visitas, o executivo da indústria me mostrava diversos produtos de uma categoria e salientou: “este aí foi o produto que a Costco escolheu e compra da gente”. Era um produto de altíssima qualidade. A Costco é uma das maiores redes varejistasdo mundo – um cash & carry americano. E ela se diferencia exatamente por oferecer produtos excelentes, fama que criou perante seus clientes.

Isso me deixou claro: a oportunidade que tem um varejo, em qualquer lugar do mundo, de criar uma marca e a tornar relevante em seu mercado, ao importar e coloca-la nos produtos. É a oportunidade de desenvolver a sua marca própria. Com produtos importados da China, esse caminho pode ser mais rápido e bastante rentável.

Na imersão que fiz, o fato de eu estar acompanhado de uma profissional chinesa experiente fez toda a diferença. Ela conhecia muito a parte técnica dos produtos e ainda negociava na língua nativa.

Com o nosso mundo globalizado, as oportunidades de qualquer lugar do planeta podem estar nas nossas mãos, ou melhor, nas nossas lojas.

Confira todos os artigos do especialista, Antônio Sá, para a SuperVarejo.

Deixe seu comentário