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Economia
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Por Redação
1 de setembro de 2026

Preço de legumes cai até 30% em julho e favorece busca por alimentação saudável

Levantamento aponta queda de 17,31% na cesta de legumes em São Paulo, com recuo de até 30,64% no preço do tomate

Os preços mais baixos de hortifrúti deram um alívio ao consumidor paulista em julho e criaram uma oportunidade para o varejo alimentar estimular a venda de alimentos frescos. Segundo o Índice de Preços de Supermercados (IPS), da Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), a cesta de legumes registrou queda média de 17,31% no mês.

O tomate foi o principal destaque, com retração de 30,64% no preço. Também ficaram mais baratos a cenoura, que caiu 21,42%, o chuchu (-16,60%), o pepino (-13,71%) e a vagem (-11,08%). Entre os tubérculos, a queda média foi de 7,69%, puxada pela batata, cujo preço recuou 24,69%.

Para os supermercados, a combinação entre preços menores e maior interesse por alimentação equilibrada representa uma oportunidade para ampliar a presença do hortifrúti na cesta de compras. A categoria pode ganhar relevância tanto pela maior acessibilidade dos produtos quanto por ações promocionais que incentivem o consumidor a diversificar as refeições.

Consumidor muda hábitos

A redução dos preços ocorre em paralelo a uma mudança no comportamento de compra. Pesquisa da APAS aponta que 64% dos consumidores que alteraram seus hábitos alimentares no último ano passaram a priorizar produtos mais saudáveis.

Entre as mudanças, 53% afirmaram ter reduzido o consumo de açúcar e doces, enquanto 49% aumentaram a ingestão de proteínas. O consumo de frutas, legumes e verduras também avançou: 45% dos entrevistados disseram estar incluindo mais desses alimentos na rotina.

Segundo Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS, o movimento dos preços está relacionado à maior oferta dos produtos e à retração da demanda durante o período de férias escolares.

“É um momento raro em que o bolso e a saúde do consumidor andam na mesma direção”, afirma. Para ele, a queda dos preços facilita a adoção de uma alimentação mais equilibrada, tendência que vem ganhando espaço entre os brasileiros.

O cenário coloca o hortifrúti em uma posição estratégica para os supermercados. Com preços mais competitivos e consumidores atentos à saúde, a categoria pode contribuir não apenas para aumentar a variedade da cesta, mas também para gerar novas oportunidades de frequência e consumo dentro das lojas.

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