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Economia
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Por Redação
30 de julho de 2026

Vendas do varejo crescem 2,2% em junho e supermercados projetaram alta de 3,1% em julho

Índice aponta avanço nas vendas em junho e expectativa de crescimento do varejo nos próximos meses, com desempenho positivo para supermercados

As vendas nominais do varejo brasileiro cresceram 2,2% em junho na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV), do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Para os próximos meses, a expectativa segue positiva, com projeções de alta de 2,9% em julho, 1,7% em agosto e 2,2% em setembro.

No segmento de hipermercados e supermercados, o índice registrou crescimento de 1,8% em junho. A perspectiva é de aceleração em julho, com alta estimada de 3,1%, seguida por avanços de 1,4% em agosto e 2,1% em setembro. Já o atacado apresentou crescimento de 0,5% em junho e deve avançar 2,4% em julho, 2,7% em agosto e 3,1% em setembro.

O cenário é reforçado por outros indicadores do consumo. Segundo levantamento as vendas do varejo cresceram 6% durante a Copa do Mundo em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionadas principalmente pelo varejo físico. Entre os segmentos, supermercados e hipermercados lideraram o desempenho, com crescimento de 17% nas vendas durante a competição.

As perspectivas para o segundo semestre também são positivas no comércio eletrônico. De acordo com a Associação Brasileira de Inteligência de Mercado e Comércio Eletrônico (Abiacom), o varejo online deve faturar R$ 258,4 bilhões em 2026, alta de 10% sobre o ano anterior.

As principais datas promocionais da segunda metade do ano, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal, devem movimentar R$ 65,07 bilhões em vendas. Entre os setores acompanhados pelo IAV-IDV, os maiores crescimentos em junho foram registrados por móveis e eletrodomésticos (+10,4%), artigos farmacêuticos, médicos, perfumaria e cosméticos (+9,7%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (+8,1%). Tecidos, vestuário e calçados avançaram 3,1%, enquanto o segmento de material de construção foi o único a apresentar retração, com queda de 0,8% no período.

No cenário macroeconômico, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 1,8% no primeiro trimestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025, enquanto o consumo das famílias cresceu 1,7%. A inflação medida pelo IPCA ficou em 0,16% em junho e acumulou alta de 4,64% em 12 meses. Já a taxa Selic foi reduzida para 14,25% ao ano, no terceiro corte consecutivo promovido pelo Banco Central.

Segundo Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV, o Banco Central mantém uma postura cautelosa diante do cenário inflacionário. "Em sua ata, o Copom reforçou que os riscos para que a inflação surpreenda para cima são maiores hoje do que as ameaças para baixo e deixou em aberto o tamanho do ciclo de queda da taxa Selic para avaliar a evolução do cenário. O racional da decisão combinou evidências de transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade, inflação recente mais forte e um ambiente ainda marcado por elevada incerteza externa", afirma.

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