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Economia
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Por Redação
8 de setembro de 2026

Varejo alimentar encerra agosto com alta de 0,9% em faturamento

Resultado é sustentado pelo aumento de 4,2% no preço médio, enquanto vendas em unidades recuam 3,1% no mês

O varejo alimentar encerrou agosto com alta de 0,9% no faturamento, na comparação com o mesmo mês de 2025, mesmo diante de um cenário de menor volume de vendas. O resultado, registrado nas lojas em funcionamento há mais de um ano, foi sustentado principalmente pelo aumento de 4,2% no preço médio por unidade, segundo o Radar Scanntech. Em contrapartida, as vendas em unidades recuaram 3,1%, acompanhadas por uma queda de 3% no fluxo de consumidores nas lojas.

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Apesar do crescimento em valor, agosto apresentou a menor evolução de faturamento do ano e também a maior retração em unidades. O desempenho mostra o impacto da pressão sobre os preços no comportamento de compra, com o aumento do valor médio ajudando a preservar o faturamento mesmo diante da redução do volume comercializado.

Desempenho por formato

Entre os formatos analisados, o atacarejo apresentou o melhor desempenho em volume, revertendo a tendência observada ao longo do ano. As vendas em unidades recuaram 2,2% em agosto, enquanto o preço por unidade avançou 3%, a menor alta entre os formatos.

A relação entre preços e volume também aparece nos demais modelos de loja: quanto maior foi o reajuste de preços, maior tende a ser a retração nas unidades vendidas. Os supermercados com uma a quatro frentes de caixa registraram a maior alta de preço por unidade, de 6,2%, acompanhada pela maior queda no volume, de 5,5%.

Desempenho por região

Todas as regiões analisadas registraram crescimento no faturamento e retração no número de unidades vendidas em agosto. O Centro-Oeste apresentou a maior alta em valor, de 2,9%, mesmo com queda de 4,1% no volume. O resultado foi sustentado pelo maior aumento de preço entre as regiões, de 7,3%.

Na sequência, a região Norte teve crescimento de 2,6% no faturamento, impulsionado por uma alta de 4,6% no preço por unidade. O volume recuou 1,9%, a menor queda registrada entre as regiões.

Sul e São Paulo apresentaram resultados menores em faturamento se comparados as outras regiões, com altas de 0,3% e 0,1%, respectivamente. Os reajustes de preços ficaram próximos da média nacional, em 3,8% no Sul e 3,5% em São Paulo. A queda nas unidades, porém, pressionou o desempenho, especialmente no Sul, onde o volume vendido recuou 3,4%.

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