Por Redação
9 de julho de 2026Varejo recua 2,8% em junho, apesar de Copa do Mundo e festas juninas
De acordo com dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado, o resultado é comparativo com o mesmo período do ano anterior
Apesar da movimentação com a Copa do Mundo e festas juninas, o varejo brasileiro voltou a registrar, pelo segundo mês consecutivo, o pior desempenho para o período desde a pandemia, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Em junho, as vendas caíram 2,8% em termos reais na comparação com o mesmo mês de 2025.
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No acumulado do primeiro semestre, o ICVA registrou queda real de 2,2%. O resultado deflacionado representa piora em relação ao primeiro semestre de 2025, quando o índice havia recuado 0,7%
Em síntese, os números do semestre reforçam um quadro de enfraquecimento real do consumo, com perda de tração frente a qualquer semestre desde a pandemia. Isso mostra que a renda do brasileiro está pressionada pela inflação e os efeitos são sentidos pelo varejo”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo. O desempenho de junho ocorreu em um ambiente de inflação ainda relevante para itens de alta recorrência no orçamento das famílias.
O IPCA-15 subiu 0,41% no mês, desacelerando em relação a maio, mas acumulou alta de 4,80% em 12 meses. Alimentação e bebidas e habitação estiveram entre os principais grupos de pressão, o que ajuda a explicar a manutenção de um comportamento de consumo mais defensivo.
Na análise regional, todas as regiões brasileiras apresentaram queda real em junho. O Sudeste teve o pior desempenho, com retração de 4,5%. Em seguida vieram Centro-Oeste (-2,6%), Nordeste (-1,4%), Sul (-1,0%) e Norte (-0,3%).
Entre os estados, os melhores desempenhos reais em junho foram observados no Acre (3,7%), Rondônia (2,7%), Minas Gerais (1,4%), Maranhão (0,9%) e Santa Catarina (0,8%). Na outra ponta, os piores resultados foram registrados em São Paulo (-6,1%), Amazonas (-4,1%), Pernambuco (-3,9%), Rio de Janeiro (-3,7%) e Goiás (-3,5%).